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França espera ter 1 milhão de pessoas vacinadas até o fim de janeiro, diz premiê

O primeiro-ministro Jean Castex, à esquerda, e o ministro da Saúde, Olivier Véran, durante a entrevista coletiva.
O primeiro-ministro Jean Castex, à esquerda, e o ministro da Saúde, Olivier Véran, durante a entrevista coletiva. AFP - LUDOVIC MARIN
Texto por: RFI
5 min

A partir de segunda-feira (11), a França terá 300 postos de vacinação contra a Covid-19 em funcionamento em todo o país e 600 até o fim de janeiro, informou o primeiro-ministro Jean Castex em coletiva nesta quinta-feira (7). Muito criticado pelo ritmo lento da campanha iniciada em 27 de dezembro, o governo espera que 1 milhão de pessoas sejam vacinadas até o fim do mês. O toque de recolher noturno, aplicado em horários diferenciados dependendo da região, foi mantido até 20 de janeiro. Cinemas, teatros, museus e academias de ginástica permanecem fechados. 

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Castex e o ministro da Saúde, Olivier Verán, anunciaram que, a partir da próxima segunda-feira, todos os cidadãos com mais de 75 anos poderão se inscrever em um site para agendar a vacinação no posto mais próximo de sua residência. Até o momento, a imunização está restrita a idosos residentes em casas de repouso, cuidadores, profissionais do sistema hospitalar e bombeiros com mais de 50 anos. Sem dispor do número exato de indivíduos vacinados nas últimas horas, Verán estimou que cerca de 45 mil pessoas devem ter sido imunizadas 12 dias.

"As doses recebidas até agora e as que vão chegar nas próximas semanas nos permitirão vacinar ao menos 1 milhão de pessoas, ou seja, o mesmo número de nossos vizinhos europeus, até o fim de janeiro", afirmou o primeiro-ministro. "Este ritmo é o da produção industrial", destacou. O objetivo das autoridades francesas é vacinar 15 milhões de pessoas contra a Covid-19 em 2021.

As contaminações continuam num patamar elevado, disse Castex, com tendência de progressão nas próximas semanas. Em meados de dezembro, o país registrava em média 10 mil novos casos positivos por dia; atualmente são 15 mil. Anteriormente, o presidente Emmanuel Macron havia fixado em 5 mil o número máximo de novas infecções diárias para abrir com segurança os locais que recebem público.

Vida cultural segue fechada

Por esta razão, pistas de esqui, cinemas, teatros, museus, academias de ginástica e ginásios esportivos continuarão fechados até meados de fevereiro. Em dezembro, o governo havia fixado a data de 7 de janeiro para uma eventual reabertura desses locais. Mas o primeiro-ministro afirmou que devido à evolução da epidemia na região leste do país, onde a circulação do vírus é intensa, e em algumas localidades no sul, o fechamento foi prolongado. A medida será reavaliada em 20 de janeiro, explicou o premiê.

O toque de recolher em vigor entre 20h e 6h diariamente, na maior parte do país, fica mantido até 20 de janeiro. Quinze departamentos do leste e do sul, que enfrentam uma aceleração da epidemia, tiveram este horário antecipado há alguns dias para 18h. A partir de domingo (10), esta medida deve ser ampliada a mais dez departamentos do leste.

França tem pelo menos dois clusters do vírus inglês 

As duas novas variantes do coronavírus descobertas no Reino Unido e na África do Sul chegaram ao território francês. A cepa sul-africana foi diagnosticada em dois pacientes no território, enquanto 19 pessoas contraíram a cepa inglesa, que é mais contagiosa, embora não aparente provocar formas graves da Covid-19.

Dois clusters da variante britânica do Sars-CoV-2 foram identificados nas proximidades da cidade de Rennes (oeste) e em Bagneux, um subúrbio a oeste da capital. O premiê francês garantiu que as autoridades sanitárias estão atentas à propagação dessas variantes, procedendo ao sequenciamento genético das cepas suspeitas a cada vez que elas são sinalizadas nos testes.

O primeiro cluster foi localizado em um pólo geriátrico que abriga 21 residentes idosos e uma equipe de 17 profissionais. Todos foram testados no dia 4 de janeiro e pelo menos nove pessoas contraíram a variante britânica do Covid-19. “Os resultados definitivos são esperados para o início da próxima semana”, informou o Ministério da Saúde. No caso do subúrbio parisiense, uma pessoa que trabalha em duas escolas foi contaminada pela mesma variante. Durante a investigação epidemiológica, foi constatado que ela não viajou recentemente nem teve contato com pessoas que tenham viajado para o Reino Unido, o que sugere que a variante britânica já circula há algum tempo na França.

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