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Entregador de aplicativo Deliveroo na França se nega a atender judeus e justiça é acionada

Entregador do Deliverro se recusou a atender pedidos alegando que "não faz entrega para judeus"
Entregador do Deliverro se recusou a atender pedidos alegando que "não faz entrega para judeus" JACQUES DEMARTHON AFP/File
Texto por: RFI
3 min

Proprietários de dois restaurantes judeus da cidade de Estrasburgo, no leste da França, entraram com uma queixa contra o Deliveroo depois que pelo menos um dos entregadores do aplicativo se recusou a atender pedidos dos estabelecimentos no último final de semana. O Conselho Israelita da região francesa (Bas-Rhin) e o Escritório Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo também acionaram a justiça. Nesta terça-feira (12), a direção do Deliveroo declarou à imprensa francesa que "se recusar a servir judeus é inaceitáveil e vai contra os valores da empresa".

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A justiça de Estrasburgo confirmou que "uma investigação está em andamento para identificar o ou os suspeitos". O advogado dos proprietários dos dois restaurantes, Raphael Nisand, informou que eles relataram basicamente o mesmo cenário. Os comerciantes contaram que entregaram o pedido ao entregador, que perguntou: "Que tipo de comida é essa?". Ao receber a resposta de que era comida israelense, ele teria dito "não faço entrega para judeus" e cancelou a operação, disse Nisand.

O advogado acrescentou que no domingo (10) apresentou uma queixa pelo correio contra o Deliveroo, em nome do Consistório Israelita, instituição que administra o culto judaico no departamento do Bas-Rhin, onde atos antissemitas são registrados com frequência.

Discriminação antissemita

"O Consistório de Bas-Rhin considera inaceitável que os entregadores que trabalham para a Deliveroo pratiquem abertamente a discriminação antissemita", advertiu o presidente da entidade, Maurice Dahan, em um comunicado.

O aplicativo entrou em contato com os proprietários dos dois restaurantes. "Estamos levando este incidente muito a sério e imediatamente abrimos um inquérito interno", disse a empresa britânica em um comunicado. O texto garantiu que, se as alegações forem confirmadas, os entregadores envolvidos serão demitidos.

Em entrevista à rádio France Bleu, o porta-voz do aplicativo, Damien Steffan, reassaltou que a empresa considera "inaceitáveis os atos antissemitas, assim como os atos racistas e discriminatórios de qualquer natureza".

A ministra da Cidadania da França, Marlène Schiappa, recebeu nesta terça-feira Melvina Sarfati El Grably, diretora-geral do Deliveroo. Ela reafirmou que a empresa leva muito a sério incidentes como este. "Não queremos ser irracionais ou emotivos neste caso. Queremos ter certeza de que identificaremos a pessoa certa. Por isso, estamos à disposição da polícia para ajudar a encontrar o entregador", assegurou a diretora-geral.

 

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