França: contra Covid-19, álcool nas ruas será proibido e aglomerações controladas

O primeiro-ministro francês Jean Castex faz um discurso para apresentar medidas para enfrentar a pandemia do coronavírus (COVID-19) no país, seguido de debate e votação, na Assembléia Nacional em Paris, França, em 1º de abril de 2021.
O primeiro-ministro francês Jean Castex faz um discurso para apresentar medidas para enfrentar a pandemia do coronavírus (COVID-19) no país, seguido de debate e votação, na Assembléia Nacional em Paris, França, em 1º de abril de 2021. REUTERS - BENOIT TESSIER

Na abertura da sessão na Assembleia francesa, nesta quinta-feira (1), o primeiro-ministro Jean Castex, detalhou as linhas gerais das novas medidas anunciadas na véspera pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Ele condenou quem desrespeita as restrições e anunciou um reforço da vigilância nas ruas para impedir aglomerações e festas clandestinas.

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O pico da terceira onda de Covid-19 na França deve ser atingido entre 7 e 10 dias, anunciou o ministro da Saúde, Olivier Verán, nesta manhã. No entanto, ele garantiu que o fechamento das escolas e o novo lockdown nacional permitirão aos franceses retomar a liberdade a partir de meados de maio.

Diante de uma Assembleia barulhenta, Castex anunciou que concursos públicos serão mantidos, os deslocamentos de pais acompanhando crianças para as casas dos avós durante os feriados de Páscoa serão permitidos, as famílias modestas terão ajuda complementar para as crianças que não vão mais frequentar as cantinas escolares e o consumo de álcool será proibido nas vias públicas.

Medidas vão custar bilhões de euros

Com a extensão do lockdown para todo o país, cerca de 150 mil lojas e comércios estarão fechados a partir de segunda-feira (5).

Segundo o Ministério da Economia, as medidas de indenizações às empresas e seguros-desemprego, vão custar € 11 bilhões aos cofres públicos.Também haverá restrições para deslocamentos além do perímetro de 10 km em volta da residência e o toque de recolher a partir das 19h será mantido.

As novas medidas são “necessárias para que possamos vencer um obstáculo, esperamos que seja o último, na perspectiva do uso massivo da vacina e do retorno a uma vida normal", justificou Castex. O debate continuará no Senado durante a tarde. O anúncio do presidente na véspera foi seguido por 30,8 milhões de telespectadores, segundo o instituto Médiamétrie.

 

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