Covid-19: França começa produção de vacinas terceirizadas nesta semana

O laboratório francês Delpharm vai passar a condicionar doses da vacina Pfizer-BioNTech a partir desta semana.
O laboratório francês Delpharm vai passar a condicionar doses da vacina Pfizer-BioNTech a partir desta semana. JOEL SAGET AFP/File

A produção terceirizada de vacinas contra a Covid-19 na França contra a Covid-19 deve começar na quarta-feira (7), na usina da Delpharm, no noroeste do país. O anúncio foi feito por Bercy, o ministério francês da Economia e Finanças.

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“A produção deve começar na quarta-feira no laboratório Delpharm, em Saint-Rémy-sur-Avre (Eure-et-Loir, noroeste), para a alemã BioNTech ", sócia da americana Pfizer, disse o ministério à AFP.

“A produção será iniciada com lotes de teste, para garantir que tudo esteja de acordo com os padrões de qualidade esperados e depois passar o mais rápido possível para a produção de lotes comerciais”, especificou Bercy.

A França está no terceiro lockdown desde o último sábado, por uma duração de um mês.

O ministério lembrou que a francesa Delpharm foi uma das empresas que responderam ao chamado do governo para acelerar a produção de vacinas no país. A empresa será responsável pelo acondicionamento de doses para a aliança Pfizer/BioNTech.

Em relação à capacidade de produção, “as empresas não desejam nesta fase comunicar sobre o volume previsto”, disse Bercy.

Além da farmacêutica Delpharm, a sueca Recipharm vai produzir vacinas para a empresa americana Moderna, "até meados de abril", em sua fábrica francesa em Monts (Indre-et-Loire, oeste).

A fabricante Fareva deve lançar a produção da CureVac, que ainda está sujeita à condição de autorização de comercialização, em suas fábricas em Pau e Val-de-Reuil (Eure, oeste), acrescentou o ministério.

Por fim, a francesa Sanofi produzirá para a Janssen (subsidiária da Johnson & Johnson), em Marcy-l'Etoile (Rhône, sudeste).

“No final teremos pelo menos 250 milhões de doses, que deixarão as indústrias francesas até o final do ano, cumulativamente”, disse Bercy.

Essa quantidade não inclui a vacina desenvolvida pela Sanofi, prevista para o segundo semestre, se os ensaios clínicos forem conclusivos.

 

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