Covid-19: viajantes originários da Índia deverão obedecer a quarentena obrigatória na França

Todos os passageiros vindos da Índia que desembarcarem na França serão submetidos a um isolamento obrigatório de dez dias. Na foto, o terminal 2E do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, na grande região parisiense, 18 de março de 2021.
Todos os passageiros vindos da Índia que desembarcarem na França serão submetidos a um isolamento obrigatório de dez dias. Na foto, o terminal 2E do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, na grande região parisiense, 18 de março de 2021. ERIC PIERMONT AFP

Depois do Brasil, é a Índia que entra na mira das autoridades sanitárias francesas. A França acirra as medidas para tentar evitar a propagação de variantes do coronavírus no país.

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O porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, anunciou nesta quarta-feira (21) que viajantes que chegarem à França vindos da Índia deverão cumprir um isolamento obrigatório de dez dias. "Para alguns países onde a situação sanitária é gravíssima e particularmente preocupante, nós estamos apertando o cinto", disse. 

A Índia entra, desta forma, na lista de países cujos viajantes são submetidos a uma quarentena ao pisarem em solo francês. Do grupo, fazem parte Brasil, Chile, Argentina e África do Sul, além do departamento francês da Guiana.

Além da nova restrição, Attal também afirmou que o governo francês vai realizar uma coletiva de imprensa na quinta-feira (22) para abodar temas relativos às fronteiras, a volta às aulas e a campanha de vacinação contra a Covid-19. Segundo ele, deve ser anunciado um calendário progressivo de relaxamento das medidas na França. 

O país continua em lockdown até 26 de abril e obedece a um toque de recolher noturno das 19h às 6h. Attal adiantou que a proibição de circulação entre as regiões deve ser retirada e alguns locais de cultura e áreas externas de alguns bares e restaurantes poderão reabrir em meados de maio. 

Em toda a França, "parece que podemos estar no pico da epidemia ou próximos dela". No entanto, segundo ele, "os primeiros efeitos das restrições podem ser percebidos, o número de novos casos diminui e o número de pessoas nas UTIs tende a se estabilizar. 

A situação da França ainda é extremamente preocupante: mais de 44 mil novos casos e 374 mortos foram registrados em 24 horas. Os hospitais contabilizam 31.086 pessoas internadas, entre elas 5.984 nas UTIs. 

Índia: mais de 2 mil mortos em um dia

A Índia, segundo país mais afetado pela Covid-19 depois dos Estados Unidos em número de contágios, enfrenta uma nova onda da doença, com mais de 2 mil mortos e quase 300 mil novos casos nas últimas 24 horas, além da falta de medicamentos e de oxigênio nos hospitais.

Com a segunda maior população do planeta - 1,3 bilhão de de habitantes - a Índia registra o total de 15,6 milhões de casos e 182.000 mortes desde o início da pandemia.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, admitiu em um discurso na televisão que o país trava "mais uma vez, uma grande batalha". "A situação estava sob controle há algumas semanas e a segunda onda chegou como um furacão", declarou Modi.

O agravamento da crise sanitária, com quase 3,5 milhões de novos contágios desde o início de abril, é atribuído em particular a uma "dupla mutação" do vírus, chamada de B.1.617, que o deixou mais transmissível e resistente às vacinas desenvolvidas até o momento. 

(Com informações da AFP

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