França oferece cidadania a mais de 2 mil estrangeiros "na linha de frente" durante pandemia

Estrangeiros que trabalham em creches de crianças foram uma das categorias contempladas pela decisão da ministra da Cidadania da França, Marlène Schiappa.
Estrangeiros que trabalham em creches de crianças foram uma das categorias contempladas pela decisão da ministra da Cidadania da França, Marlène Schiappa. AFP/Loïc Venance

Mais de 2.000 trabalhadores estrangeiros que estiveram na "linha de frente" durante a pandemia de coronavírus na França e "demonstraram seu apego à nação" foram naturalizados franceses, anunciou nesta quarta-feira (5) o Ministério do Interior do país.

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“Até o momento, 2.009 pessoas adquiriram a nacionalidade francesa, incluindo 665 crianças”, em um processo "acelerado pelas circunstâncias", detalhou o ministério, em nota oficial à imprensa.

Em setembro de 2020, a ministra da Cidadania, Marlène Schiappa, instruiu os prefeitos a "acelerar" e "facilitar" esse acesso à nacionalidade francesa para pessoas que "contribuíram ativamente" para a luta contra a Covid-19: profissionais de saúde, agentes de segurança ou manutenção oficiais, profissionais de creches, caixas de supermercados, cuidadores e lixeiros estão entre as categorias contempladas.

Desde então, “já foram protocolados mais de 8.000 pedidos de naturalização junto às centrais de administração em todo o país”, informou o comunicado, que especifica que “os processos estão atualmente em exame e todos serão estudados com a maior atenção”.

A instrução enviada aos centros de administração pública pela ministra lhes permite, em particular, utilizar o conceito de "serviços prioritários" para reduzir para dois anos em vez de cinco o período mínimo de residência exigido em França.

No total, em 2020, 61.371 pessoas adquiriram a nacionalidade francesa, ou seja, 20% a menos que no ano anterior.

(Com AFP)

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