"Palácio da Marinha": Macron inaugura nova atração turística em Paris

Vista do pátio interior do Hôtel de La Marine, reinaugurado nesta quinta-feira, 10 de junho de 2021, em Paris, depois de passar por obras de restauração.
Vista do pátio interior do Hôtel de La Marine, reinaugurado nesta quinta-feira, 10 de junho de 2021, em Paris, depois de passar por obras de restauração. AP - Francois Mori

O presidente francês, Emmanuel Macron, inaugurou nesta quinta-feira (10) um monumento emblemático que estava fechado há quatro anos para reformas: o Hôtel de la Marine (Palácio da Marinha), na praça da Concórdia, em Paris. O edifício do século 18, que muitos comparam em esplendor aos salões decorados com ouro do Palácio de Versalhes, vai abrigar coleções de arte e também o escritório da Fifa na capital francesa.

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O monumento, que será aberto ao público no sábado (12), representa “séculos de História” e será "mais um espaço atrativo para a França", disse Macron durante a cerimônia de inauguração. O amplo palácio, construído no século 18 por Ange-Jacques Gabriel, o primeiro arquiteto de Luís XV, abrigou o Guarda-Móveis da Coroa até 1789 antes de se tornar, por mais de 200 anos, a sede do Ministério da Marinha e, depois, o escritório do Estado-Maior da Marinha. 

Em 2015, com a transferência dos militares para a nova sede do Ministério da Defesa na zona sul de Paris, a gestão do Hôtel de la Marine foi transferida para o Centro dos Monumentos Nacionais (CMN), que supervisionou as obras de restauração. 

Renovado, o Palácio da Marinha vai acolher, por um período inicial de 20 anos, a coleção Al Thani do Catar. Este conjunto de obras de arte abrange um longo período, desde a Antiguidade até os dias atuais. Enciclopédica na abordagem, a coleção Al Thani é representativa de uma rica variedade de culturas e civilizações. A primeira exposição deste acervo está programada para o início do outono, em outubro.

Depois de visitar os salões, Macron elogiou a restauração, que "conseguiu reinventar o lugar" ao "redescobrir o seu espírito" e ao "modernizá-lo", graças à competência particular de artesãos franceses formados nesse tipo de trabalho artístico e minucioso, que é ensinado de geração em geração. 

O presidente do CMN, Philippe Bélaval, destacou que as obras, iniciadas em 2017, tiveram baixo custo para os contribuintes franceses, já que o Estado financiou menos de 10% do orçamento total, de € 130 milhões. A maior parte das despesas foram cobertas por um sistema de autofinanciamento e patrocínios.

Café, restaurante, livraria e coworking

O projeto foi pensado para ser "aberto à cidade", com restaurante, cafeteria, livraria e 6.000 m2 de espaços de coworking. O prédio também abriga a sede da Fundação para a Memória da Escravatura, presidida pelo ex-primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. Em um dos salões do local foi assinado o decreto que aboliu a escravidão na França, em 27 de abril de 1848. 

No final da visita, o presidente encontrou-se com o presidente Federação Internacional de Futebol, Gianni Infantino, uma vez que o Hôtel de la Marine acolhe ainda o escritório da Fifa na capital francesa. A sede da organização fica em Lausanne, na Suíça. 

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