Premiê francês testa positivo para Covid-19 e põe parte do governo belga em quarentena

O primeiro-ministro francês Jean Castex faz uma declaração após uma reunião sobre segurança belgo-francesa no Palácio Egmont em Bruxelas, na segunda-feira, 22 de novembro de 2021.
O primeiro-ministro francês Jean Castex faz uma declaração após uma reunião sobre segurança belgo-francesa no Palácio Egmont em Bruxelas, na segunda-feira, 22 de novembro de 2021. AP - Olivier Matthys

O primeiro-ministro francês Jean Castex está em isolamento, nesta terça-feira (22), na sede do governo, em Paris, depois de contrair a Covid-19. O chefe de governo, de 56 anos, apresenta tosse leve e continua trabalhando por telefone ou videoconferência.

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Castex suspeita ter sido contaminado pela filha, de 11 anos. A confirmação do diagnóstico de Covid-19 obriga vários ministros que tiveram contato com ele a ficarem em quarentena, nos próximos dias. O primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, que recebeu Castex para uma reunião no Palácio Egmont, em Bruxelas, na segunda-feira (22), também se colocou em isolamento.  

Após uma conferência de imprensa dedicada à coordenação estratégica e operacional da luta contra o terrorismo, o primeiro-ministro francês e De Croo colocaram uma coroa de flores no monumento em memória das vítimas de ataques.

Quatro outros membros do governo da Bélgica, que também participaram da reunião franco-belga sobre o tema da segurança, "farão um teste PCR e permanecerão em quarentena até que os resultados sejam negativos", informou o governo da Bélgica. No grupo estão: Sophie Wilmès (Relações Exteriores), Ludivine Dedonder (Defesa), Annelies Verlinden (Interior) e Vincent Van Quickenborne (Justiça).

Castex continua trabalhando

Por causa da Covid-19, a agenda do premiê francês "será ajustada nos próximos dias para que ele possa continuar suas atividades, enquanto estiver isolado", por dez dias, informou o Palácio do Matignon (sede do governo francês). Na noite de segunda-feira, Jean Castex teve "sintomas leves", de acordo com sua assessoria, em particular uma "tosse leve".

Na tarde de segunda-feira, Castex soube que uma de suas filhas, de 11 anos, tinha testado positivo. "Ele fez imediatamente um teste de PCR, que deu positivo", explicou o Matignon, acresentando que o primeiro-ministro não tinha visto o presidente Emmanuel Macron desde o Conselho de Ministros, na última quarta-feira (17).

O chefe do governo francês havia sido vacinado na primavera europeia. A sua segunda injeção de AstraZeneca foi aplicada em 19 de junho e Castex era elegível para uma dose de reforço, a partir de 19 de dezembro. Ele nunca havia testado positivo para a doença antes, mas já havia estado em contato com o vírus em três ocasiões.

O Palácio do Matignon garantiu que Castex "sempre respeitou estritamente as medidas de proteção sanitária" e que "muitos pais foram contaminados pelos filhos" menores de 12 anos, uma faixa etária ainda fora da campanha de vacinação na França.

Antes de Castex, o presidente francês, Emmanuel Macron, havia testado positivo, em dezembro de 2020. Vários ministros também contraíram o coronavírus, como o ministro da Economia, Bruno Le Maire, e da Cultura, Roselyne Bachelot.

A França vive uma quinta onda da epidemia, há várias semanas. O número de novos casos diários quase dobrou em uma semana, atingindo mais de 18.000, contra 10.000 na semana anterior.

(Com informações da AFP)

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