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Gripe suína

OMS analisa gestão da epidemia de gripe A no mundo

Vacina contra o virus H1N1, na tribo Cambeba, no Amazonas.
Vacina contra o virus H1N1, na tribo Cambeba, no Amazonas. Reuters/Luiz Vasconcelos/Amazonaspress
Texto por: Elcio Ramalho
2 min

A Organização Mundial da Saúde, a OMS, iniciou nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça, uma reunião para analisar a gestão da doença provocada pelo vírus H1N1, a nível internacional.

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A OMS formou um comitê de 29 especialistas para avaliar o papel da organização na gestão da gripe A, conhecida também como gripe suína. A OMS é acusada de ter exagerado sobre a ameaça do vírus H1N1 por pressão dos laboratórios farmacêuticos e levado seus 193 países membros a comprar mais estoques de vacinas do que o necessário.

A composição do comitê de especialistas ainda vai ser definida, mas como medida de transparência, todos os convocados devem detalhar eventuais colaborações anteriores com laboratórios do setor farmacêutico. Em comunicado, a OMS esclarece que o comitê vai analisar a resposta internacional à pandemia e tirar as lições do episódio.

A primeira reunião do comitê vai durar três dias e será aberta oficialmente pela diretora-geral da OMS, Margareth Chan. Antes da assembléia geral da organização, em maio, ela vai receber um relatório parcial. Mas as conclusões finais só serão divulgadas em janeiro do ano que vem.

As recomendações da OMS de promover campanhas de vacinação em massa foi um fracasso em muitos países europeus. Na França, por exemplo, o governo comprou 94 milhões de doses da vacina. Como não era obrigatória, menos de 10% da população foi aos postos de saúde para se imunizar contra o vírus.

No país, médicos previam a morte de até 30 mil pessoas, mas o número de vítimas fatais foi bem menor, 310. Por isso, a gripe A ficou conhecida na França como a "pandemia do medo".

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