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Licitação para trem-bala Rio-SP prejudica franceses, acusa imprensa

AFP/Jean-Christophe Verhaegen
Texto por: Patricia Moribe
2 min

A licitação para o trem-bala entre Rio e São Paulo tem propostas irrealistas e prejudica as empresas francesas na disputa. É o que afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário econômico francês Les Echos.

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A licitação para a construção do trem de grande velocidade Rio-São Paulo promete ser bastante concorrida entre europeus e asiáticos. O calendário é apertado: a licitação foi lançada no dia 14 de julho e as propostas devem ser entregues ao governo até o dia 29 de novembro. O resultado será conhecido antes do Natal.

O projeto vai custar 15 bilhões de euros. O governo brasileiro entra com dois terços dos custos e o consórcio vencedor deverá contribuir com pelo menos três bilhões de euros, sem contar custos não previstos. Ganha a concessão de 40 anos o consórcio que oferecer a passagem mais barata, com limite máximo de 200 reais.

Para o jornal econômico Les Echos, as condições não são favoráveis para os candidatos franceses – Alstom e SNCF. «A tecnologia da Alstom é com certeza a mais evoluída, mas com isso o grupo enfrenta novamente o conflito de oferecer um binômio qualidade/preço atraente», analisa Claude Longeard, diretor associado do escritório de consultoria France Brésil Développement.

Segundo Longeard, a questão dos preços favorece principalmente os coreanos, com os chineses correndo por fora. Ele acrescenta que as chances dos espanhóis, que acabam de desbancar a Alstom em um contrato para fornecer trens de subúrbio e metrô em São Paulo, não devem ser ignoradas. Além disso, grupos japoneses, alemães e italianos também estão na corrida.

Especialistas acham que o cronograma é irrealista para colocar o serviço em funcionamento dentro de sete anos. Les Echos diz também que para a oposição do governo Lula o projeto é supérfluo e que os fundos públicos deveriam ser usados para terminar obras inacabadas.

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