França/Social

Semana na França começa com greves e protestos

Antes da férias, os franceses já haviam protestado contra a reforma da aposentadoria proposta pelo governo.
Antes da férias, os franceses já haviam protestado contra a reforma da aposentadoria proposta pelo governo.

 A reforma do sistema de aposentadoria, a supressão de postos de professores, a insatisfação com a baixa do poder aquisitivo, o desemprego e outras reivindicações, levam os franceses a protestar nas ruas a partir desta segunda-feira.

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O governo francês tem pela frente uma semana crucial.

Nesta segunda-feira, os professores da rede pública fazem greve para protestar contra a reforma do ensino e a supressão de 16 mil postos, prevista pelo governo .Entre 2007 e 2009, 30 mil postos de professores nas escolas públicas já foram suprimidos e mais 16 mil devem desaparecer no ano que vem.

Amanhã, terça-feira, é a vez dos principais sindicatos do país convocarem uma greve geral em oposição à reforma da aposentadoria, o projeto mais importante dos cinco anos de mandato do presidente francês. O projeto, que começa a ser debatido na Assembleia nesta terça-feira, prevê passar de 60 para 62 anos a idade legal mínima para a aposentadoria na França.

Em forte queda de popularidade, o presidente Nicolas Sarkozy está fragilizado: o escândalo envolvendo o ministro do Trabalho, Eric Woerth e a milionária Liliane Bettencourt.

O dia da grande greve geral não foi escolhido por acaso: é neste 7 de setembro que o ministro do Trabalho, Eric Woerth, cuja imagem foi bastante afetada por seu envolvimento no caso da herdeira da L’Oréal, Liliane Bettencourt, defende diante dos deputados da Assembleia Nacional o projeto de reforma da aposentadoria. A mudança é considerada essencial pelo governo para suportar as despesas previdenciárias no futuro.

Mas, ao lado dos protestos contra a mudança na aposentadoria, pode-se acrescentar outros problemas que levam os franceses às ruas para protestar como a baixa de poder aquisitivo, o desemprego e a economia, que ainda não se recuperou totalmente da crise.

Os sindicatos esperam mais de 2 milhões de pessoas nas diversas manifestações convocadas no país e a greve deve ser seguida tanto pelo setor público, quanto pelo privado.

As perturbações já começam a partir da noite desta segunda-feira, com forte paralização prevista nos transportes públicos. Metrôs, trens suburbanos e ônibus devem ser fortemente atingidos. Os trens internacionais também serão afetados, assim como voos regionais e internacionais. A Air France, por exemplo, prevê que a metade de seus voos regionais não devem ser assegurados nesta terça-feira.

 

 

 

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