França/ Imigração

Parlamento Europeu pede à França para suspender expulsão de ciganos

O chanceler romeno Teodor Baconschi (à dir.), o secretário de estado francês para Assuntos Europeus  Pierre Lellouche (centro) e o ministro francês da Imigração,  Eric Besson (à esq.) se reuniram em Bucareste nesta quinta-feira.
O chanceler romeno Teodor Baconschi (à dir.), o secretário de estado francês para Assuntos Europeus Pierre Lellouche (centro) e o ministro francês da Imigração, Eric Besson (à esq.) se reuniram em Bucareste nesta quinta-feira. REUTERS/

O Parlamento Europeu adotou nesta quinta-feira uma resolução pedindo à França e a outros países da União Europeia que "suspendam imediatamente" as expulsões de ciganos. Mas a resolução não tem caráter obrigatório. Em Bucareste, o ministro francês da Imigração, Eric Besson, descaértou qualquer possibilidade da  França suspender o envio dos ciganos a seus países de origem, "sejam eles romenos, búlgaros ou outros".

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Eric Besson estimou que o Parlamento Europeu ultrapassou suas prerrogativas e que a França não precisa se submeter a esse tipo de imposição. Para o ministro, o governo aplica e respeita o direito comunitário e a lei republicana francesa. Ele e o secretário de Estado para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche, foram enviados pelo presidente Nicolas Sarkozy à capital romena para explicar a atual política do governo de expulsão de ciganos.

A votação dos parlamentares terminou com 337 votos à favor e 245 contra e não há recurso contra a decisão. O grupo de eurodeputados que aprovou a resolução, uma coalisão que vai da extrema-esquerda aos liberais democratas, passando pelos « verdes » e socialistas, também assinalou que a tomada de impressões digitais dos ciganos expulsos é uma violação clara da declaração dos direitos humanos da União Europeia.

Apesar de não representar nenhum obrigação, a resolução aprovda pelo Parlamento Europeu é considerada como uma mensagem forte de desaprovação da política do presidente Sarkozy em relação aos ciganos e revela que os eurodeputados não foram sensíveis ao pedido do governo francês de analisar o tema sob o ponto de vista jurídico.
 

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