França

Falsos alertas a bomba não surpreendem governo francês

Policiais patrulham em frente à Torre Eiffel, após alerta a bomba nesta terça-feira, 14 de setembro.
Policiais patrulham em frente à Torre Eiffel, após alerta a bomba nesta terça-feira, 14 de setembro. AFP/Patrick Kovarik

Os falsos alertas a bomba desta terça-feira na Torre Eiffel e na estação de metrô Saint-Michel, palco de um atentado terrorista em 1995 que matou 8 pessoas, não surpreenderam o governo. Desde julho, o primeiro-ministro François Fillon havia dado ordens expressas à polícia de reforçar a vigilância contra ataques durante a primeira quinzena de setembro.

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A decisão foi tomada levando em conta os riscos ligados ao aniversário de 9 anos dos atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, mas também em função do polêmico projeto de lei do governo francês que proíbe o uso da burca e do nicab, o véu islâmico integral, na França. 

Os falsos alertas a bomba partiram de uma ligação anônima, feita de um orelhão da capital, para a empresa que administra a Torre Eiffel, minutos depois de o Senado aprovar a lei proibindo o uso do véu islâmico integral nas ruas.

Logo em seguida, centenas de policiais iniciaram a retirada de cerca de 2 mil pessoas da Torre Eiffel. A brigada antiterrorista e cães farejadores vasculharam as instalações da torre, o monumento mais visitado do mundo, com 7 milhões de turistas por ano, mas não encontraram explosivos. Ao mesmo tempo, a estação de metrô Saint-Michel foi esvaziada. A Secretaria de Segurança Pública de Paris confirmou mais tarde que os alertas a bomba eram falsos.

Por precaução, o governo francês mantém, há alguns meses, o dispositivo antiterrorista em alerta vermelho, um grau abaixo do alerta máximo, principalmente nos pontos turísticos mais visitados e monumentos históricos do país. Essa medida foi decidida pela intensificação da ameaça islamita contra franceses na região do Sahel, na África, e na região do Golfo.

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