França/Terrorismo

Autoridades francesas temem ameaça terrorista

O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, numa coletiva em Nouakchott, na Mauritânia, 26 de julho de 2010.
O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, numa coletiva em Nouakchott, na Mauritânia, 26 de julho de 2010. AFP

Depois do sequestro de cinco franceses nesta quinta-feira, no Níger, e dois falsos alertas a bomba em Paris, o governo francês confirmou que o país está no alvo da rede terrorista AL-Qaeda no Magreb Islâmico, braço da rede Al-Qaeda no norte da África.  

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O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou nesta sexta-feira que o exército do Níger está em alerta e os serviços secretos franceses mobilizados para investigar o sequestro de sete pessoas, entre elas cinco franceses, que trabalham para a multinacional francesa Areva e empresas terceirizadas que operam na exploração de urânio em Arlit, no noroeste. Os demais funcionários das empresas envolvidas deverão partir de Arlit, onde o grupo foi sequestrado, para Nyamei, capital do Níger.

Na noite de quinta-feira, o presidente Nicolas Sarkozy fez uma reunião de emergência no Palácio do Eliseu com seus colaboradores mais próximos, para discutir estratégias de defesa e segurança.

Sarkozy convocou a reunião depois das declarações do ministro do Interior, Brice Hortefeux, sobre o aumento da ameaça terrorista nos últimos dias. Hortefeux citou fatos com somente dois dias de intervalo. Primeiro, foram dois alertas a bomba na terça-feira: um na Torre Eiffel, que provocou o esvaziamento do local, e outro na estação de metrô de Saint-Michel. Os dois alertas eram falsos.

Em seguida, no norte do Niger, na madrugada de quinta-feira, aconteceu o sequestro dos sete funcionários, dos quais cinco franceses. A região de Arlit, onde ocorreu o rapto, é uma das bases da rede Al-Qaeda no Magreb Islâmico e o governo do Níger trabalha com duas hipóteses: ou os raptores são da rede ou bandidos que vendem os reféns para os terroristas.

"Os interesses franceses estão realmente ameaçados", disse Brice Hortefeux, que também reuniu responsáveis dos serviços secretos franceses para discutir a situação a portas fechadas.

A França deslanchou em agosto seu plano antiterrorista Vigipirate mas, até agora, o atual dispositivo de segurança para prevenir ameaças ou reagir a ações terroristas ainda está no nivel vermelho, penúltimo na escala de gravidade de riscos.

 

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