FRANça

Braço da Al Qaeda na África reivindica sequestro de 5 franceses no Níger

O ministro do Interior, Brice Hortefeux, diz que a França não pretende por enquanto lançar uma operação militar para libertar os réfens.
O ministro do Interior, Brice Hortefeux, diz que a França não pretende por enquanto lançar uma operação militar para libertar os réfens. Reuters / Jacky Naegelen

Ministro francês das Relações Exteriores confirma que é verdadeira a reivindicação do sequestro de cinco franceses no Níger feita pelo grupo Al Qaeda do Magrebe Islâmico (Aqmi), que atua no norte da África. Uma mensagem sonora gravada pelo porta-voz do grupo terrorista foi transmitida, ontem, pela rede de televisão árabe Al-Jazira.

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Além de reivindicar o rapto dos cinco franceses, empregados do grupo Areva, a Al Qaeda avisa que, em breve, fará exigências ao governo francês e sugere que a França evite uma operação militar, "o que seria uma estupidez", nas palavras do porta-voz do grupo terrorista. A mensagem não faz referência aos dois africanos que foram raptados junto com os franceses.

Antes da reivindicação, o governo da França já suspeitava da responsabilidade da Al Qaeda, que recentemente teria feito ameaças. O porta-voz do grupo informou que o rapto foi realizado sob o comando do islamita argelino Abdelhamid Abou Zeid. Ele dirige a Al Qaeda do Magrebe Islâmico e é considerado o responsável pelo assassinato de um refém britânico, no ano passado, e de um refém francês, no último mês de julho.

O governo do Níger afirmou ontem que os sete sequestrados – cinco franceses, um malgaxe e um togolês – estão vivos e com saúde. A presidência francesa informou hoje que vai mobilizar todos os serviços do Estado para tentar libertar os reféns. O ministro francês do Interior, Brice Hortefeux, está desde ontem no Mali para acompanhar os esforços de resgate dos reféns.

As autoridades francesas estimam que continua elevado o risco de atentado em solo francês, projeto nos planos do mesmo grupo terrorista. 

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