França/Greve

Abastecimento de combustível volta ao normal nesta semana

Posto de gasolina em Strasbourg. Abastecimento voltará ao normal ao longo da semana.
Posto de gasolina em Strasbourg. Abastecimento voltará ao normal ao longo da semana. Johanna Leguerre / AFP

Depois de vários dias tumultuados, o abastecimento de combustível na França deve voltar a ser normalizado no começo desta semana. Uma boa notícia para os franceses que estão no meio da semana de férias. Mas, segundo a Ufip (União Francesa de Indústrias Petrolíferas), alguns postos de gasolina do país ainda enfrentarão dificuldades transitórias ao longo da semana.

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A alta do preço dos combustíveis para os consumidores, provocada pela importação em regime de urgência, também deve recuar com a regularização da produção e da distribuição. Do lado da indústria, os prejuízos ainda não foram calculados. Mas a Ufip fala de perdas de centenas de milhões de euros com a greve mais dura dos útimos 15 anos.

A volta à normalidade é possível por causa da retomada das atividades das 12 refinarias francesas. Na sexta-feira, todas suspenderam as paralisações. A suspensão do bloqueio dos terminais petroleiros de Fos, no sul da França, também aliviou a distribuição de combustíveis pelo país. No entanto, as autoridades portuárias de Marselha afirmam que ainda serão necessárias quatro semanas para descarregar os 80 navios que ficaram bloqueados durante a greve.

Batalha de ideias

Para os sindicalistas e manifestantes, a suspensão da greve contra a proposta de reforma da aposentadoria não significa uma derrota. Para o porta-voz do sindicato francês CGT do grupo Total, Charles Foulard, os sindicatos "venceram a batalha das ideias" e conseguiram o apoio da maioria da população francesa.

O movimento de greve perdeu força após o Parlamento francês aprovar, na última quarta-feira, o projeto do governo de Nicolas Sarkozy de reforma do setor previdenciário que tem como principal medida o aumento da idade mínima para de aposentadoria de 60 para 62 anos. Mas os sindicatos e a oposição afirmam que darão a última palavra nas urnas. Em 2012, a França escolherá um novo presidente.
 

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