Aposentadoria/França

Sindicatos franceses organizam manifestações neste sábado e reclamam de desemprego

Sindicatos franceses organizam nova mobilização contra a reforma da aposentadoria, já aprovada pelo Parlamento.
Sindicatos franceses organizam nova mobilização contra a reforma da aposentadoria, já aprovada pelo Parlamento. Reuters

Sindicatos franceses chamam a população para o oitavo dia de mobilização e greve em dois meses contra a reforma da previdência, que já foi aprovada pelo Parlamento e aguarda promulgação. A principal mudança é o aumento da idade mínima para a aposentadoria, que sobe de 60 para 62 anos.

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Para as centrais sindicais francesas, a aprovação da reforma da Previdência, na semana passada, na Assembleia Nacional e no Senado, não significa que a batalha acabou. O grau de mobilização popular na oitava jornada de manifestação nacional contra o projeto, neste sábado, vai ajudar os sindicatos a planejar futuras ações.

Líderes das principais centrais sindicais do país conseguiram manter a unidade, anunciando um novo dia de mobilização entre 22 e 26 de novembro.

Com o forte apoio demonstrado pela opinião pública à impopular reforma do presidente Nicolas Sarkozy, os sindicatos querem ampliar suas reivindicações aos problemas do desemprego e do achatamento salarial, obrigando a abertura de negociações com o patronato.

Sindicatos mais à esquerda, como a CGT, pregam uma contestação forte até a promulgação da lei por Sarkozy, o que deve acontecer até o fim de novembro. A CFDT, de linha moderada, reconhece, no entanto, que os trabalhadores não conseguirão fazer o presidente recuar.

O projeto de lei tramita atualmente no Conselho Constitucional. O Partido Socialista, o maior da oposição, entrou com um recurso de inconstitucionalidade e os nove membros do conselho têm até o dia 2 de dezembro para se pronunciar.

O sistema de aposentadorias francês será um dos temas centrais da próxima campanha presidencial, em 2012. Apesar da obstinação reformadora do presidente Sarkozy, a líder da oposição socialista, Martine Aubry, declarou que, se o PS vencer as eleições presidenciais, a aplicação da reforma será suspensa.

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