Reforma da previdência

Reforma da previdência é constitucional, afirma conselho francês

O presdiente francês, Nicolas Sarkozy.
O presdiente francês, Nicolas Sarkozy. Reuters

A polêmica reforma da previdência do governo francês concluiu hoje a última etapa de seu tumultuado percurso antes de virar, definitivamente, lei. O projeto, que aumenta de 60 para 62 anos a idade mínima legal para a aposentadoria na França, recebeu aval favorável do Conselho Constitucional, que se pronunciou sobre a constitucionalidade do texto. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, tem agora 15 dias para a promulgação da lei.

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Os membros do Conselho somente não validaram 13 artigos do projeto, relacionados à medicina do trabalho e que não interferem nos principais dispositivos da reforma, entre eles a alteração da idade mínima para aposentadoria. Essa foi a principal medida contestada pela oposição e sindicatos na França, que conseguiram mobilizar o país durante dois meses.

Desde setembro, 8 jornadas de greve geral e protestos foram realizadas em toda a França, marcando a maior e mais importante mobilização contra o governo do presidente Sarkozy. As greves, entre elas a das refinarias de petróleo, chegaram a perturbar o abastecimento de combustível na França, deixando centenas de postos com as bombas a seco.

Apesar de representar uma vitória para o presidente francês, a promulgação da reforma da previdência não deve ajudar muito a aumentar sua popularidade. Segundo uma sondagem do instituto de pesquisa Ipsos que será publicada amanhã na revista Le Point, o presidente Sarkozy bateu um novo recorde de impopularidade. Apenas 30% dos entrevistados avaliam positivamente o seu governo. O resultado mostra uma queda de um ponto percentual em relação à outubro.

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