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Reforma da previdência francesa vira lei

O presidente francês Nicolas Sarkozy durante a cerimônia em homenagem aos 40 anos da morte do General Charles de Gaulle em Colombey-les-Deux-Eglises.
O presidente francês Nicolas Sarkozy durante a cerimônia em homenagem aos 40 anos da morte do General Charles de Gaulle em Colombey-les-Deux-Eglises. Reuters

A lei foi promulgada pelo presidente Nicolas Sarkozy nesta quarta-feira, passando a idade mínima para aposentadoria na França de 60 para 62 anos. As centrais sindicais francesas convocaram uma nova jornada de mobilização no dia 23 de novembro.

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O presidente francês Nicolas Sarkozy promulgou nesta quarta a polêmica lei da reforma da previdência, que passa de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria na França. A promulgação foi feita apenas um dia depois do Conselho Constitucional francês se pronunciar sobre a legalidade do texto. A votação, finalizada pelo Parlamento no dia 27 de outubro, foi marcada por protestos e diversas manifestações em todo o país. A maior delas, no dia 12 de outubro, levou mais de 3 milhões de pessoas às ruas, segundo os sindicatos franceses.

Desde setembro, 8 jornadas de greve geral e protestos foram realizadas em toda a França, marcando a maior e mais importante mobilização contra a política do presidente Sarkozy desde o início de seu mandato, em maio de 2007.  As greves, entre elas a das refinarias de petróleo, chegaram a atrapalhar o abastecimento de combustível na França, deixando centenas de postos a seco em plenas férias escolares. No dia 23 de novembro, está previsto um novo dia de paralisação.

Mesmo representando uma vitória para Nicolas Sarkozy, a promulgação da lei não deve ajudar a aumentar a popularidade do presidente. Segundo uma sondagem do Instituto de pesquisa Ipsos publicada nesta quarta-feira pela revista Le Point, Sarkozy bateu novo recorde de impopularidade. Apenas 30% dos entrevistados avaliam positivamente seu governo. O resultado mostra uma queda de um ponto percentual em relação à outra pesquisa publicada em outubro.

Durante discurso nesta terça-feira na cidade de Colombey-les-Deux-Églises, para lembrar os quarenta anos da morte do general Charles de Gaulle, o presidente respondeu às críticas com alfinetadas. No discurso, em homenagem ao pai da Quinta República, mas fazendo ao mesmo tempo uma referência a si mesmo, ele lembrou que "nunca um homem de estado entendeu tão bem que, para se abrir aos outros, é preciso antes de tudo ter certeza de seus próprios valores, de sua identidade."
 

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