França

Sarkozy aceita demissão do governo Fillon antes de anunciar reforma ministerial

Segundo fontes do partido do governo UMP, o primeiro-ministro François Fillon (à direita de Sarkozy) deverá ser reconduzido ao cargo.
Segundo fontes do partido do governo UMP, o primeiro-ministro François Fillon (à direita de Sarkozy) deverá ser reconduzido ao cargo. Reuters

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, intensificou as consultas durante o fim de fim de semana para uma esperada reforma ministerial que será anunciada a qualquer momento. Seguindo o protocolo, Sarkozy aceitou na noite de sábado a demissão do premiê François Fillon e de todo o ministério antes de anunciar os novos titulares. 

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O posto mais disputado na reforma ministerial de Nicolas Sarkozy é o de primeiro-ministro, mas segundo fontes próximas ao governo o presidente francês deve reconduzir o popular François Fillon ao cargo. Durante algum tempo, Fillon chegou a estar com a corda no pescoço e vinha sendo cotado para ser substituído pelo atual ministro da Ecologia, Jean-Louis Borloo.

Já o ministro das Relações Exteriores, o ex-socialista Bernard Kouchner, símbolo da chamada política de abertura do presidente, deve mesmo deixar a pasta. Kouchner, que foi excluído do Partido Socialista, em 2007, após aceitar participar do governo de Sarkozy, já vinha se distanciando de posições tomadas pelo presidente francês. Ele chegou a criticar, implicitamente, a recente política de expulsão de ciganos da França.

De olho nas presidenciais de 2012, Nicolas Sarkozy conta com a reorganização do gabinete ministerial para relançar a popularidade em baixa. As últimas pesquisas de opinião indicam que apenas 30% dos franceses têm uma opinião favorável sobre o governo do presidente francês.

Sarkozy sofre forte pressão da base governista. O ex-primeiro-ministro Jean Pierre Raffarin defendeu uma reforma profunda no ministério, para dar um novo impulso à segunda parte do mandato presidencial. Apontado como um político hábil na área social e com bom trânsito entre as lideranças sindicais, Jean-Louis Borloo é o candidato preferido de Raffarin para liderar o novo governo, de acordo com uma entrevista ao jornal Le Monde

O jornal Le Figaro afirma que a ministra da Economia, Christine Lagarde, vai ficar no cargo, assim como o ministro do Interior, Brice Hortefeux, amigo pessoal de Sarkozy. Quem tem tudo para perder a pasta é o ministro da Defesa, Hervé Morin, que poderia ser substituído por Alain Juppé, ex-primeiro-ministro de Jacques Chirac e atual prefeito de Bordeaux.

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