França

Sarkozy escolhe a continuidade e renomeia Fillon como premiê

O premiê francês, François Fillon.
O premiê francês, François Fillon. © REUTERS

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, reconduziu o primeiro-ministro François Fillon ao cargo na manhã deste domingo. Nas próximas horas, Sarkozy e Fillon vão nomear um novo ministério composto por membros da equipe anterior e novos titulares, que terão por objetivo fortalecer o atual presidente visando a eleição presidencial de 2012.

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Nicolas Sarkozy não tinha muita escolha. Em queda de popularidade, o presidente francês foi praticamente obrigado a manter François Fillon na liderança do governo. O primeiro-ministro é um político popular entre os franceses, que representa com sobriedade e distinção o eleitorado conservador na base da UMP, o partido do governo.

Logo depois de ser reconduzido em suas funções, Fillon indicou em um comunicado que dará continuidade às reformas iniciadas na primeira parte do mandato presidencial, mas com a determinação de marcar uma nova etapa. Fillon fixou quatro objetivos: o crescimento econômico, a criação de empregos, a promoção de políticas sociais e de segurança para todos os franceses.

O cargo de primeiro-ministro era disputado por vários concorrentes. Porém, Fillon tornou-se o político incontornável ao aprovar a recente reforma da previdência sem sofrer sequer um arranhão em sua imagem junto dos franceses. É uma verdadeira revanche para o político que passou os últimos três anos e meio na sombra do hiperativo presidente, que chegou a tratá-lo de simples "colaborador" no início do mandato. 

Fillon passa o domingo no Palácio Matignon, sede do governo francês, onde recebe assessores e ministros para acertar as últimas mudanças no novo gabinete. Seu principal concorrente, o ministro da Ecologia, Jean-Louis Borloo, que passou os últimos meses angariando apoio para um hipotético governo, divulgou um comunicado informando que ele deixa o governo Sarkozy e não fará parte do novo ministério. É o que Sarkozy mais temia, já que Borloo se prepara para lançar, junto com outros políticos centristas, uma candidatura concorrente às presidenciais de 2012. 

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