França

Sarkozy defende imigração seletiva na TV

Nicolas Sarkozy durante entrevista ao vivo TV francesa, nesta terça-feira
Nicolas Sarkozy durante entrevista ao vivo TV francesa, nesta terça-feira AFP/France2

Durante entrevista ao vivo, a primeira desde o anúncio da reforma ministerial no domingo, o presidente francês declarou que é fundamental controlar o fluxo migratório e disse que ameça terrorista no país é “preocupante.”

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O presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu a imigração seletiva nesta terça-feira, durante uma entrevista concedida ao vivo para três jornalistas, transmitida simultaneamente em três canais de TV.  "Se não controlamos o fluxo migratório, teremos um colapso. A imigração clandestina não tem seu espaço no país. Renunciei à palavra Identidade Nacional, porque ela foi mal compreendida. Mas na essência, as coisas continuam como estão", disse Sarkozy, em referência à extinção do Ministério da Identidade Nacional, que causou polêmica em diversos setores da sociedade. O governo, declarou o presidente, “precisa regular a entrada de imigrantes, para integrar os estrangeiros em situação regular em boas condições”, ressaltando “que o país não poderia ter recebido todas as pessoas que recebeu.”

Sobre a ameaça terrorista, o presidente disse estar bastante preocupado com a situação dos reféns franceses no Mali, e lembrou que o nível de ameaça terrorista no na França é preocupante. "Não se trata de amedrontar os franceses por nada, mas estamos alertas", disse. O chefe de estado francês também defendeu a lei proibindo a burca no território. "A França é um país laico. Queremos um Islã da França, não um Islã na França. Os estrangeiros devem respeitar nossos valores, nossa lei, nossos costumes. Se isso não acontece, há uma exclusão do sistema social."

Esta foi a primeira entrevista do presidente desde o anúncio da reforma ministerial, no domingo. Ele ainda defendeu a reforma da previdência social, votada em novembro, dizendo que "ela era necessária para financiar a aposentadoria dos franceses." O presidente francês afirmou que anunciará apenas em 2011 se vai se candidatar à reeleição.

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Sarkozy ainda declarou que François Fillon é  "o melhor primeiro-ministro que a França já teve", e que deve manter esta equipe ministerial até 2012, data das próximas eleições presidenciais. "Trata-se de uma escolha minha, que faço conscientemente, sem arrependimento. No cargo que ocupo, meu dever em relação aos franceses é o de tomar boas decisões." Nicolas Sarkozy também disse que gostaria que o ministro da Ecologia e Energia, Jean Louis Borloo, continuasse no governo. Borloo sinalizou diversas vezes que gostaria de ser nomeado ao cargo de primeiro-ministro, mas foi preterido.
 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy

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