França

Cirurgiões divulgam técnica inédita para reconstrução da traqueia

O cirurgião francês Philippe Dartevelle, do departamento de cirurgia torácica e vascular e o cirurgião plástico Frederic Kolb.
O cirurgião francês Philippe Dartevelle, do departamento de cirurgia torácica e vascular e o cirurgião plástico Frederic Kolb. Reuters/ RFI

Uma equipe de cirurgiões franceses divulgou a descoberta de uma técnica cirúrgica para a reconstrução da traqueia para pacientes com câncer a partir de pele e costelas do próprio doente. A técnica consiste em substituir a traqueia afetada por um novo tubo, idêntico, construído com tecido do paciente, o que diminui possibilidade de rejeição.

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O procedimento vem sendo desenvolvido desde 2004 pelo professor Philippe Dartevelle, chefe do departamento de cirurgia torácica e vascular do Centro Marie Lannelongue, perto de Paris. Ele tem como parceiro o cirurgião plástico Frederic Kolb.

"É o primeiro substituto de traqueia confiável do mundo", declarou o Dr Dartevelle. "Quando se anuncia uma nova técnica, é preciso ter a certeza que ela funciona e que pode ser reproduzida", explicou o médico.

O enxerto é obtido através de um pedaço de pele retirado do antebraço, com os vasos sanguíneos. Depois, o tecido recebe estrutura de cartilagem retirada das costelas. Costurado em forma de tubo, o novo duto é rígido o suficiente para resistir à pressão da respiração e flexível o bastante para acompanhar os movimentos do pescoço.

O Dr. Dartevelle explica que o material obtido é perfeitamente vascularizado. Os tumores da traqueia, tubo que liga a laringe aos brônquios, podem matar um paciente em pouco tempo, por asfixia. Dos sete pacientes operados com a técnica, cinco se recuperaram bem e dois morreram por causa de uma infecção pulmonar.

 
 

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