França/Miterrand

França lembra aniversário de morte de François Mitterrand

Para Manzarine Pingeot, seu pai, o ex-presidente François Miterrand, sempre foi e estará muito presente
Para Manzarine Pingeot, seu pai, o ex-presidente François Miterrand, sempre foi e estará muito presente ED. JULLIARD

A França celebra neste sábado 15 anos do aniversário da morte do ex-presidente François Mitterrand. Cerca de 500 pessoas são esperadas em Jarnac, cidade Natal do ícone socialista. A cerimônia promete reunir grandes nomes do partido no país.

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Há anos a comemoração da morte de François Mitterrand não interessava tanto os franceses. E não é somente o aniversário de 15 anos da morte do ex-presidente socialista, que governou a França durante 14 anos, de 1981 a 1995, que explica a multidão que estará presente na comemoração deste sábado em Jarnac, cidade natal de Mitterrand.

Os socialistas, e principalmente os pré-candidatos do partido às eleições presidenciais de 2012, tentam recuperar a popularidade do único político do partido que chegou ao poder desde 1958. Ao lado dos filhos de Mitterrand, Mazarine Pingeot e Gilbert Mitterrand, estarão na primeira fila da homenagem dois dos principais pré-candidatos do PS : a secretária-geral do partido, Martine Aubry, e a ex-candidata às presidenciais em 2007, Segolène Royal.

Para a filha de Mitterrand, Mazarine Pingeot, a herança de seu pai ainda é atual, por causa das recentes polêmicas sobre a reforma da aposentadoria ou as 35 horas semanais de trabalho. Segundo ela, o ex-presidente é uma figura histórica, imagem que ele começou a ter ainda em vida.

Mazarine Pingeot, filha do ex-presidente François Miterrand

Os detalhes da cerimônia, como o lugar de cada participante, a ordem e a duração dos discursos, foram decididos pelo Instituto François Mitterrand para evitar conflitos ou polêmicas neste ano de primárias do PS que irão decidir o candidato do partido nas eleições do ano que vem.

Para o analista Gérard Grunberg, além de fatos marcantes dos dois mandatos do ex-presidente, como a abolição da pena de morte, a construção europeia, a quinta semana de férias remuneradas e a aposentadoria aos 60 anos, os socialistas tentam recuperar o balanço político de Mitterrand. Ele foi o político que reconstruiu o PS, que liquidou o Partido Comunista e continua sendo a grande figura para os militantes socialistas, afirma o analista.

 

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