Níger/sequestro

Ministro francês da Defesa reúne-se com autoridades no Níger

O ministro da Defesa, Alain Juppé e o presidente do Níger, Salou Djibo em Niamey.
O ministro da Defesa, Alain Juppé e o presidente do Níger, Salou Djibo em Niamey. AFP / Boureima Hama

O ministro francês da Defesa, Alain Juppé, desembarcou nesta segunda-feira na capital Niamey, dois dias depois do assassinato de dois reféns franceses no país. Os corpos dos  jovens mortos durante uma operação conjunta de resgate franco-nigeriana já chegaram à cidade. Eles foram assassinados em Ménaka, na fronteira com o Mali. Helicópteros franceses patrulharam a região nesta segunda-feira.

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O ministro da Defesa Alain Juppé chegou nesta segunda-feira à tarde em Niamey, na capital do Níger, onde se encontra com as autoridades nigerianas e a comunidade francesa. Juppé deve pedir aos cidadãos que vivem no país que tomem certas precauções, já que a França está na mira da Al Qaeda. Na sua chegada, o ministro seguiu direto do aeroporto para clínica privada para onde foram levados os corpos dos dois jovens franceses. Ele se reuniu em seguida com o chefe da junta no poder, o general Salou Djibo, no palácio presidencial.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro François Fillon declarou que os jovens foram mortos friamente, "assim que os sequestradores perceberam que estavam sendo perseguidos", disse. Ainda de acordo com ele, Juppé, na sua viagem, vai levar uma mensagem de "determinação do governo francês e seu envolvimento na luta contra o terrorismo. "

Antoine de Leocour et Vincent Delory, os dois jovens franceses de 25 anos, foram raptados na sexta-feira na capital do país e assassinados no sábado. O sequestro não foi reivindicado, mas segundo as autoridades, existem provas de ele teria sido organizado pela AQMI, braço da rede terrorista Al Qaeda, na região, responsável pelo rapto de vários franceses. Apesar da morte dos dois reféns, a França defende a participação na operação para tentar resgatá-los.

Neste domingo, o ministro francês da Defesa, Alain Juppé, respondeu às críticas feitas em relação à operação. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto pelo presidente Nicolas Sarkozy, o primeiro ministro francês, o chefe do exército e seu ministério. Para Juppé, não agir é dar um sinal de fraqueza na luta contra o terrorismo. Atualmente mais de 1500 franceses ou franco-nigerianos vivem no Niger. Após o rapto, Paris pediu vigilância extrema a seus cidadãos residindo no país.

Neste domingo, durante viagem oficial nas Antilhas, o presidente francês Nicolas Sarkozy disse que "esse crime odioso só reforça a determinação da França em sua luta contra o terrorismo e contra os terroristas. As democracias não podem aceitar isso. As democracias devem lutar contra esse atos bárbaros ", disse Nicolas Sarkozy.
 

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