França

Renault faz queixa de espionagem industrial na justiça

A sede da Renault, em Boulogne-Billancourt, periferia de Paris.
A sede da Renault, em Boulogne-Billancourt, periferia de Paris. Reuters

A montadora francesa, que acusa três de seus funcionários de espionagem, apresentou queixa à justiça nesta quinta-feira, sob as alegações de espionagem industrial, corrupção, abuso de confiança e roubo.Em comunicado, a empresa explica que a queixa foi apresentada após a descoberta de "atos graves que causaram danos à empresa, em particular a seu capital intelectual, tecnológico e estratégico".

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A apresentação de queixa da Renault abre caminho para que seja acionada oficialmente a Direção Central de Informação Interna (DCRI), o serviço de contraespionagem francês. Entre as acusações da empresa estão: espionagem industrial, corrupção, abuso de confiança e roubo e recepção por grupo organizado. O procedimento deverá esclarecer pontos obscuros do caso, incluindo as suspeitas de espionagem chinesa, rumores que vem irritando Pequim. O governo chinês chamou as suspeitas de “irresponsáveis”. Nem a Renault, nem o governo francês, que detém 15% das ações da empresa, confirmaram os rumores.

A ministra da economia, Christine Lagarde, declarou ser fora de propósito fazer especulações sobre possíveis suspeitos, mas reforçou o apelo do governo para que as empresas se protejam contra a espionagem econômica. Três executivos da Renault são acusados de terem passado para concorrentes informações sigilosas sobre o projeto de carro elétrico da montadora. Suspensos por enquanto, eles negam as acusações.

A Renault já investiu quatro bilhões de euros, cerca de nove bilhões de reais, junto com a aliada japonesa Nissan, num ambicioso projeto para desenvolver o carro elétrico e se tornar líder mundial do setor. A expectativa é que o carro elétrico passe a representar, em dez anos, 10% das vendas da empresa.
 

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