França/Política

Marine Le Pen sucede ao pai à frente do partido de extrema-direita francês

A vitória de Marine Le Pen nas eleições internas da Frente Nacional só será confirmada no domingo, últim dia do Congresso Nacional do partido em Tours.
A vitória de Marine Le Pen nas eleições internas da Frente Nacional só será confirmada no domingo, últim dia do Congresso Nacional do partido em Tours. REUTERS/Jacky Naegelen

A filha do líder histórico da Frente Nacional, de 42 anos, foi eleita sem surpresa presidente da sigla pelos militantes e passa a ser a candidata natural do partido às eleições presidenciais de 2012. Ela assumirá a presidência do movimento de extrema-direita francês no domingo no lugar do pai, Jean-Marie Le Pen, em Tours, centro-oeste do país, onde acontece o Congresso Nacional do partido.

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Jean-Marie Le Pen, de 82 anos, foi até agora o único líder da Frente Nacional (FN), partido de extrema-direita que ele criou em 1972. O resultado da eleição do novo presidente da sigla, ocorrida na sexta-feira, deveria ser mantido em segredo até domingo, mas a vitória de Marine Le Pen acabou vazando na última noite.

Um integrante da direção do partido disse que a filha de Le Pen conquistou dois terços dos votos. Essa foi a primeira vez desde a criação da FN que os militantes elegem democraticamente o presidente da sigla. Entre 23 e 24 mil aderentes foram convocados para votar.

Marine Le Pen, que é vice-presidente da Frente Nacional, derrotou Bruno Gollnisch, colaborador antigo de Le Pen que se apoiava nas alas mais radicais da extrema-direita francesa. Ela se impôs como líder do partido ao bater recordes de audiência na televisão graças a uma retórica parecida com a do pai.

Em recentes pesquisas de opinião, ela obteve 18% dos votos se o primeiro turno das presidenciais fosse realizado agora. Marine Le Pen espera reeditar a façanha do pai em 2002, quando Jean-Marie Le Pen chegou ao segundo turno das eleições junto com Jacques Chirac.

Para a Associação francesa SOS Racismo a chegada de Marine Le Pen à frente do partido de extrema-direita não muda em nada a natureza política da Frente Nacional que continua “promovendo um discurso racista”.
 

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