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Socialistas venceriam Sarkozy se eleições fossem hoje, aponta pesquisa

Divulgação de uma nova pesquisa segundo a qual 3 dos 4 candidatos socialistas possíveis venceriam o atual presidente, Nicolas Sarkozy.
Divulgação de uma nova pesquisa segundo a qual 3 dos 4 candidatos socialistas possíveis venceriam o atual presidente, Nicolas Sarkozy. Reuters

O presidente Nicolas Sarkozy terá pouco mais de um ano para reverter sua queda de popularidade e um cenário que parece cada vez mais complicado para seu projeto de reeleição em 2012: uma derrota para a oposição socialista. Pesquisa publicada nesta quinta-feira revela que os principais nomes do maior partido de oposição derrotariam hoje o atual presidente francês nas urnas.

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O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss Khan, é o candidato socialista mais forte face ao atual presidente. Se as eleições fossem hoje, DSK, como é conhecido na França, conseguiria 64% dos votos no segundo turno, contra 36% para Nicolas Sarkozy.

Em seguida vem a atual secretária-geral do Partido Socialista, Martine Aubry, candidata considerada mais em sintonia com os eleitores tradicionais do partido. Ela venceria as eleições com 56% dos votos, contra 44% para o atual presidente.

François Hollande, outro presidenciável socialista e ex-secretário geral do partido, também sairia na frente. Já na hipótese de um embate com a ex-candidata socialista à presidência em 2007, Ségolène Royal, o segundo turno terminaria empatado, segundo a pesquisa realizada pelo instituto CSA junto a 847 eleitores.

A sondagem indica, ainda, que a extrema direita ganharia força, obtendo17% das intenções de voto, logo atrás do partido UMP, do presidente Sarkozy, e dos socialistas. Um resultado que pode incentivar o partido de extrema direita, a Frente Nacional.

Mas, apesar de aparecer como a terceira força política na França, o partido Frente Nacional, da provável candidata Marine Le Pen, que assumiu no último domingo a presidência do partido, ainda aparece desarticulado, com um programa econômico pouco claro.

O partido tem dado, entretanto, sinais de que pretende apelar para ideias tradicionalmente da esquerda, como o protecionismo social, ao invés dos ataques contra imigração e insegurança, que foram o carro-chefe da campanha de 2007.

 

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