França/Delinquência

Violência contra a mulher cresce na França

O presidente do Observatório Nacional da Delinquência, Alain Bauer, ao lado do ministro do Interior, Brice Hortefeux
O presidente do Observatório Nacional da Delinquência, Alain Bauer, ao lado do ministro do Interior, Brice Hortefeux AFP

A deliquência caiu na França, mas a violência contra a mulher cresceu cerca de 13%. Já os roubos de smarthpones nos transportes públicos sofreram uma alta de cerca de 40% nos primeiros dez meses do ano passado. Estas são algumas das conclusões de um relatório apresentado nesta sexta-feira à imprensa pelo ministro do Interior, Brice Hortefeux.

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Os dados integram o último levantamento encomendado pelo governo francês ao ONDRP, o Observatório que observa a delinquência no país. Os roubos que incluem violência contra as mulheres aumentaram 13% em 2010 e chegaram a 50 mil, contra 44 mil em 2009. De acordo com o relatório, das 165 pessoas assassinadas pelo cônjuge ou ex-cônjuge em 2009, 140 eram mulheres e 25 homens. Ainda de acordo com o relatório, mesmo que não tenham sido vítimas de violência, as mulheres não se sentem em segurança nas ruas de seus bairros ou cidades.

Para Annie Gilberteau, secretária geral do Centro nacional de informação sobre o direito das mulheres e das famílias, os números refletem a triste realidade de uma época onde as mulheres não denunciavam as agressões. Mas para Alain Bauer, presidente do ONDRP, os dados também indicam que há um retrocesso sobre a ideia do papel da mulher na sociedade.

Outro dado do relatório, anunciado nessa sexta-feira pelo Ministro do Interior francês Brice Hortefeux, foi a diminuição, de 2,1% da delinquência global na França em 2010. Segundo o ministro, essa diminuição representa 73.353 vítimas potenciais. Mas a oposição socialista denuncia a manipulação dos dados, já que a violência contra a pessoa, aumentou 2,5%. Outros dados do levantamento são a diminuição de golpes financeiros em 4,3%, a redução de 9% dos incêndios de veículos e o aumento de 2,3% dos assaltos a residências e de 9% de roubos violentos sem arma.

 

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