OMC/Rodada Doha

França não acredita na conclusão da Rodada Doha

A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, durante o Fórum Econômico mundial (Wef), em Davos, 27 de janeiro 2011.
A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, durante o Fórum Econômico mundial (Wef), em Davos, 27 de janeiro 2011. REUTERS/Christian Hartmann

Os 30 países representados em Davos anunciaram durante o evento, encerrado no domingo, a retomada das discussões da Rodada de Doha para liberalização do comércio mundial, mas a França é cética. Em entrevista publicada no jornal econômico francês La Tribune de domingo, a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, diz que a ideia está destinada ao fracasso.

Publicidade

A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, critica o mecanismo adotado pelas maiores economias do mundo nas negociações na OMC. Segundo ela, esse mecanismo está reduzido a uma fórmula do "tudo ou nada". Para Lagarde, as principais dificuldades na negociação estão no jogo de equilibristas disputado pelos Estados Unidos e pela Índia, particularmente.

Em meados de janeiro, o embaixador americano na OMC, Michael Puncke, disse que as propostas comerciais enviadas pela China à organização eram decepcionantes. Sobre a Índia, o embaixador americano declarou que o país dava um passo à frente, um atrás.

Os interesses discordantes em jogo são os mesmos: as potências emergentes exigem o fim dos subsídios agrícolas e os países desenvolvidos menores tarifas alfandegárias e mais espaço aos produtos industrializados e serviços. A posição de princípio dos Estados Unidos é de que os países industrializados já fizeram muitas concessões e agora esperam a contrapartida dos emergentes.

No sábado, em Davos, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, não deixou de mandar o recado: "Aqueles que querem mais, também deveriam pagar mais".

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.