França

Deputado conservador quer impedir dupla nacionalidade na França

A maioria direitista na França trabalha em um projeto parlamentar para restringir o direito à dupla nacionalidade.
A maioria direitista na França trabalha em um projeto parlamentar para restringir o direito à dupla nacionalidade. Reprodução do jornal Libération

proposta da ala mais conservadora do partido de direita UMP de limitar ao máximo o número de cidadãos franceses que tem outra nacionalidade ganhou destaque na edição desta quarta-feira do Libération.

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O jornal francês publicou hoje, com exclusividade, o texto do relatório que pretende exigir que uma pessoa com dupla nacionalidade, incluindo a francesa, renuncie a uma delas. Eh o caso dos filhos de pais estrangeiros nascidos na França. "Para a direita, o cidadão deve ser francês e nada mais", escreve o Libération no título da reportagem.

Para a direita, o cidadão deve ser francês e nada mais, escreve o Libération no título da reportagem. Uma missão parlamentar de informação sobre o direito da nacionalidade examinará hoje o relatório elaborado pelo deputado bem conhecido do meio político, Claude Goasquen, subprefeito de Paris. Segundo o jornal, a esquerda vai votar contra o documento que se mostra alarmado com o fenômeno crescente da plurinacionalidade e que, segundo o deputado Goasquen, prejudica o conceito de nacionalidade francesa. Para o Libération, trata-se de mais uma iniciativa do partido do presidente Nicolas Sarkozy de seduzir eleitores de extrema direita a um ano das eleições presidenciais.

O Le Figaro dedica sua manchete ao retorno das lições de educação moral e cívica nas escolas francesas do ensino fundamental. O ministério da Educação lançou uma nova ofensiva para resgatar o ensino da moral para ajudar as crianças a adquirir desde cedo noções e princípios de cidadania, explica o jornal, informando que a Inspeção de ensino constatou que a moral não tem sido mais abordada nas escolas no país.

G20
O econômico Les Echos anuncia que vai ser difícil mas a França vai tentar arrancar um acordo durante o encontro dos ministros da Agricultura do G20 que reúne hoje e amanhã, em Paris, países que representam 75% da produção mundial. O jornal comenta os cinco pontos que formam a base da proposta do governo francês para limitar a instabilidade dos preços agrícolas, entre eles a maior transparência dos estoques, uma melhor coordenação internacional e a regulação dos mercados financeiros das matérias primas. Apesar das dificuldades previsíveis diante de tantas divergências sobre o tema, a França mantém uma postura ambiciosa e vai preferir assumir um eventual fracasso nas negociações do que ceder em algumas de suas propostas, afirma o Les Echos.
 

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