França/Corrupção

Ex-presidente Chirac é condenado a dois anos de prisão com sursis

O ex-presidente francês, Jacques Chirac, foi condenado a dois anos de prisão com sursis pela criação de empregos fictícios na prefeitura de Paris nos anos 90. .
O ex-presidente francês, Jacques Chirac, foi condenado a dois anos de prisão com sursis pela criação de empregos fictícios na prefeitura de Paris nos anos 90. . REUTERS/Charles Platiau

O ex-presidente Jacques Chirac foi foi declarado nesta quinta-feira culpado de "desvio de dinheiro público", "abuso de confiança" e "aquisição ilícita de bens" no julgamento sobre os empregos-fantasma da prefeitura de Paris, relativo ao período em que ele governou a cidade na década de 90. Ele foi condenado a dois anos de prisão com suspensão condicional da pena.

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Jacques Chirac, que está com 79 anos, foi o primeiro ex-presidente da República francês a ser condenado por um tribunal correcional. O escândalo envolveu a criação de 28 empregos-fantasma nas prefeituras de Paris e da cidade vizinha de Nanterre. Cabos eleitorais de seu partido na época, o RPR, eram pagos como se fossem empregados dessas prefeituras.

Devido a problemas de saúde, ele se manteve ausente durante todo o julgamento e não compareceu ao tribunal para a leitura do veredito. Um relatório médico apresentado ao tribunal indica que Chirac tem problemas neurológicos "severos" e "irreversíveis".

O veredito não seguiu a recomendação da Promotoria, que pediu a absolvição do ex-chefe de Estado. Em uma declaração lida por seus advogados durante o julgamento, Jacques Chirac negou ter cometido qualquer falta moral ou penal.

O processo, que durou 13 anos, compreendia duas partes, a primeira relativa a 21 empregos fictícios na prefeitura de Paris e a segunda relativa a sete empregos fictícios na prefeitura de Nanterre. Esse último caso já havia valido uma condenação em 2004 ao atual ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, que era o braço direito de Jacques Chirac na prefeitura de Paris.

A procuradoria havia pedido a absolvição de todos os réus. Nove pessoas, suspeitas de terem beneficiado desses empregos-fantasma ou de terem ajudado a criá-los, foram levadas a julgamento ao lado do ex-presidente.

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