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França/Terrorismo

Atirador de Toulouse morreu durante tiroteio de extrema violência

O ministro do Interior francês, Claude Guéant, concede entrevista coletiva no local onde o suposto assassino de Toulouse, Mohamed Merah, foi morto nesta quinta-feira.
O ministro do Interior francês, Claude Guéant, concede entrevista coletiva no local onde o suposto assassino de Toulouse, Mohamed Merah, foi morto nesta quinta-feira. REUTERS/Jean-Philippe Arles
4 min

Mohamed Merah, atirador que confessou ter cometido os ataques contra militares franceses e uma escola judaica, morreu após uma intensa troca de tiros durante a invasão da polícia no apartamento onde estava entrincheirado, em Toulouse. O jovem, de 23 anos, fortemente armado, resistiu à ofensiva policial e foi morto durante uma tentativa de fuga pela janela do apartamento, de acordo com o ministro francês do Interior, Claude Guéant.  

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Em entrevista após o desfecho da ofensiva, o ministro Claude Guéant revelou que a decisão de invadir o apartamento foi tomada diante da recusa do atirador em se render, após 32 horas de cerco ao local.

Mohamed afirmou à polícia que iria se entregar às 22h45 na quarta-feira. No diálogo retomado no horário indicado, ele anunciou ter mudado de idéia e disse que iria resistir até o fim e atacar os policiais.

Durante toda noite, a polícia já tinha detonado explosivos em frente ao apartamento para tentar intimidar o francês de origem argelina que afirmou ser o autor dos assassinatos de quatro homens e três crianças em nove dias, nas cidades de Toulouse e Montauban.

O suspeito passou a noite em silêncio e não se movimentou no apartamento, conforme a polícia. A falta de reação fez o ministro do Interior da França levantar a hipótese de Mohamed Merah ter cometido suicídio. Mas como se percebeu depois, o homem não somente estava vivo como resistiu longamente à ofensiva policial.

Confira o vídeo de Mohamed Merah, divulgado pela televisão francesa:

Segundo o ministro, a decisão de invadir o apartamento na manhã desta quinta-feira foi tomada com a intenção de interrogá-lo vivo. Por volta das 10h30 granadas foram lançadas contra o apartamento, que fica no andar térreo, assim como foi feito durante a madrugada, e os policiais conseguiram instalar equipamentos de vídeo para monitorar a movimentação no local.

De acordo com o ministro, os policiais entraram pela porta e janelas e encontraram o jovem escondido no banheiro. Fortemente armado, Mohamed teria reagido e provocado uma intensa troca de tiros, que segundo o ministro, "foi de uma violência jamais vista pelos policiais" do RAID, a unidade especial da polícia francesa. O tiroteio durou cerca de 5 minutos e dois policiais ficaram feridos na operação, segundo Claude Guéant.

“No final, Mohamed Merah pulou pela janela com uma arma na mão e continuou a atirar. Ele foi encontrado morto no solo”, afirmou o ministro.

Nos contatos feitos ontem com os policiais, Mohamed Merah afirmou pertencer à rede terrorista Al Qaeda. Ele era observado há pelo menos dois anos pelos serviços antiterrorismo da França, depois ter viajado para o Paquistão e o Afeganistão. Como não havia sido detectado nenhum sinal de que ele planejava algum tipo de ataque, surigram várias críticas questionando eventuais falhas do serviço secreto francês.
 

Conheça a Tropa de Elite da França

Criada em 1985, a Raid, a tropa de elite francesa, significa em português "busca, assistência, intervenção e dissuasão". Seu lema é "Servir sem errar". Nicolas Sarkozy, presidente francês, desenvolveu uma relação especial com essa tropa de elite desde que um homem-bomba tomou crianças como reféns numa escola em Neuilly-sur-Seine, em 13 de maio de 1993.

 

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