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França/ eleições

Em contra-ataque na campanha, Hollande detalha plano governo

François Hollande, candidato do Partido Socialista às eleições presidenciais francesas, durante campanha em Tours, nesta terça-feira.
François Hollande, candidato do Partido Socialista às eleições presidenciais francesas, durante campanha em Tours, nesta terça-feira. REUTERS/Jacky Naegelen
Texto por: RFI
3 min

O candidato socialista à eleição presidencial francesa, François Hollande, favorito nas pesquisas para vencer o segundo turno contra o presidente Nicolas Sarkozy, divulgou hoje um calendário de reformas para seu primeiro ano de governo, caso seja eleito. As principais medidas previstas se referem a uma reforma fiscal na França.

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Para tentar conter o avanço do atual presidente, Nicolas Sarkozy, nas pesquisas de intenções de voto, o candidato socialista anunciou um plano de reformas dividido em três tempos, para ser cumprido até junho de 2013. Imediatamente após a eleição, ele pretende apresentar aos outros governantes europeus uma novo pacto fiscal para o bloco, diminuindo as normas de austeridade para poder relançar o crescimento.

No plano interno, Hollande promete reduzir em 30% os salários do presidente e seus ministros, bloquear o preço dos combustíveis durante três meses e preparar a saída das tropas francesas do Afeganistão até dezembro.

Mas as medidas de mais impacto e mais esperadas pela população, as que se referem ao poder aquisitivo dos franceses e a crise econômica, vão aparecer em julho, em uma convocação extraordinária do novo Parlamento, que será eleito em junho. O socialista quer propor um plano para viabilizar o equilíbrio orçamentário da França ao longo do seu mandato, até 2017.

Entre as primeiras medidas está o fim dos chamados "nichos fiscais", em que 468 categorias de pessoas físicas ou jurídicas pagam menos impostos ou até não pagam tributos ao Estado. Ao mesmo tempo, os franceses que ganham mais de 1 milhão de euros por ano serão submetidos a uma alíquota de 75% da fortuna, se Hollande assumir o governo. “Face ao estado das nossas finanças públicas, da nossa economia, dos índices de desemprego e do poder aquisitivo, os franceses querem decisões rápidas e precisas”, afirmou Hollande

Os anúncios acontecem em um momento-chave da campanha eleitoral na França, a 18 dias do primeiro turno e na véspera de Sarkozy detalhar o seu programa de governo, caso seja eleito para um segundo mandato.

 

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