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Desemprego/França

Onda de demissões na França ameaça 50 mil empregos

Empregados da siderúrgica ArcelorMittal manifestam na França.
Empregados da siderúrgica ArcelorMittal manifestam na França. Reuters/Vincent Kessler
Texto por: RFI
3 min

Durante encontro com o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, as principais centrais sindicais do país entregaram um documento alertando para os planos de demissão em massa que estão em preparação na indústria francesa. A lista de cortes seria de quase 50 mil  vagas em toda a França e nem as grandes empresas serão poupadas.

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No encontro com o premiê francês, a CGT entregou uma lista de 46 empresas em situação financeira delicada que estão prestes a anunciar demissões. No total, 45 mil empregos estariam ameaçados. A onda de demissões atinge praticamente todos os setores da economia e os sindicatos temem que até 90 mil pessoas percam o emprego. A Air France, por exemplo, pode demitir até 5 mil pessoas dentro do seu plano de reestruturação. Outra empresa tradicional da França, o Carrefour, também sofre com a fuga dos clientes por causa da crise e pode cortar até 5 mil vagas. O setor bancário, a imprensa e a metalurgia também podem ter meses amargos pela frente.

Para os sindicatos, o governo deveria tentar congelar essas demissões pelo menos até o dia 20 de junho, quando os deputados recém-eleitos iniciam o mandato. Já alas mais radicais do Partido Socialista e da Frente de Esquerda defendem a criação de leis mais rígidas para a defesa do emprego. A socialista Ségolène Royal redigiu um projeto de lei que impede que empresas demitam apenas com o objetivo de melhorar a rentabilidade dos acionistas.

O governo e os representantes dos trabalhadores voltam a se reunir em julho numa grande conferência social para discutir soluções sobre a crise do emprego na França, mas o governo tem pressa. O ministro da Reforma Produtiva, Arnauld Montebourg, prometeu entregar nas próximas semanas um plano para dinamizar a indústra francesa.

Nesta quarta-feira,  o novo índice do desemprego na França será divulgado, mas o próprio ministro do Trabalho, Michel Sapin, adiantou que a previsão é de aumento no número de pessoas à procura de trabalho. Caso se confirme, será o décimo-segundo mês consecutivo de alta no desemprego.

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