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França/Religião

Invasão de mesquita suscita polêmica sobre grupos de extrema-direita na França

Mesquita de Poitiers, invadida por um grupo de extrema-direita
Mesquita de Poitiers, invadida por um grupo de extrema-direita AFP PHOTO/STR
Texto por: RFI
2 min

A polícia francesa decidiu, neste domingo, prolongar a prisão temporária de membros do grupo Geração Identitária. Os quatro homens, todos com idade entre 23 e 26 anos, são considerados os líderes de um movimento de extrema-direita. A invasão da mesquita foi condenada pela maior parte dos partidos políticos franceses.

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Os quatro detidos são investigados por "oganização de manifestação não-autorizada, provocação ao ódio racial, depredação e roubo", segundo o procurador Nicolas Jacquet. O grupo, com cerca de 70 pessoas, invadiu a mesquita de Buxerolles, no subúrbio da cidade de Poitiers, e instalou faixas e cartazes no teto do edifício. O local da manifestação não foi escolhido por acaso. Há cerca de 1300 anos, o líder militar dos francos, Charles Martel, impediu a ocupação de Poitiers pelos árabes, no dia 25 de outubro de 732.

O Conselho Representante das Instituições Judias da França (Crif), condenou a ocupação da mesquita, que está em fase final de construção. Segundo o Crif, a invasão da mesquita fere o "direito à liberdade de expressão da religião". A invasão suscitou um debate político e judiciário na França sobre a punição a ser aplicada aos manifestantes e a proibição dos grupos identitários de extrema-direita no país.

O reitor da mesquita de Poitiers, Boubaker El Hadj Amor declarou estar chocado com a invasão. O líder religioso disse que os cerca de 8 mil fiéis muçulmanos da região se sentem profundamente feridos pela invasão. "Quero saudar a comunidade muçulmana da região, que provou ser dotada de um espírito pacificador e de uma responsabilidade exemplar. Esses extremistas queriam nos provocar, mas não terão nada em troca", declarou o religioso.

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