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França/greve de fome

Prefeito de cidade francesa faz greve de fome em frente à Assembleia Nacional

Prefeito da cidade francesa de Sevran, Stéphane Gatignon, faz greve de fome em frente à Assembleia Nacional francesa para chamar atenção ao endividamento de sua administração.
Prefeito da cidade francesa de Sevran, Stéphane Gatignon, faz greve de fome em frente à Assembleia Nacional francesa para chamar atenção ao endividamento de sua administração. REUTERS/Benoit Tessier
Texto por: RFI
3 min

Desde a última sexta-feira, Stéphane Gatignon, prefeito da cidade francesa de Sevran, no subúrbio de Paris, investe em uma greve de fome para chamar atenção ao endividamento de sua administração e à impossibilidade de conseguir um financiamento do governo. Acampado em frente a Assembleia Nacional, ele reclama 4 milhões de euros a menos em seu orçamento anual, problema que relata desde 2001, em sua primeira eleição como prefeito da localidade.

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Responsável pela administração desta cidade de 51 mil habitantes localizada no nordeste de Paris, uma das mais pobres da região, o ecologista enfrenta uma taxa de desemprego de 20%, além de problemas tráfico de drogas e falta de assistência médica.

Gatignon, do partido Europa Ecologia/ Os Verdes (EELV, sigla em francês), reclama há dez anos das dificuldades para obter empréstimos necessários para salvar a economia do local. Em 2008, o ecologista anunciou que não votaria mais o orçamento de Sevran e apelou ao governo de direita do ex-presidente Nicolas Sarkozy que o salvasse a qualquer custo.

Com a mudança para o governo socialista, o ecologista esperava finalmente ser ouvido. Mas, desde maio quando François Hollande assumiu a presidência do país, Gatignon tenta obter, insistentemente e sem sucesso, a ajuda de seus supostos aliados.

O principal argumento do ecologista é que sua cidade tem 35% a menos de recursos que qualquer outra localidade francesa do mesmo tamanho. “Em dez anos, nos faltaram 300 milhões de euros. Incomoda de chegar neste estado, mas é preciso de um eletrochoque na classe política”, disse ele na sexta-feira justificando sua greve de fome.

Endividado, Gatignon está impossibilitado de pedir empréstimos. “Como me faltam 4 milhões [de euros] para fechar o orçamento, o governo me diz que não pode me conceder empréstimos! Como uma cidade como a minha pode gerenciar a renovação urbana necessária?”, questiona.

Acampado em uma barraca em frente a Assembleia Nacional francesa, Gatignon recebeu a visita de vários integrantes do governo socialista durante o final de semana, como os ministros do Interior, Manuel Valls, e da ministra da Francofonia, Yasmina Benguigui.

Atraindo a atenção da mídia europeia, ele promete permanecer no local até amanhã, quando os parlamentares começarão sua semana de trabalho na Assembleia.

E embora venha sendo duramente criticado pelo governo socialista, o ministro da Sevran, François Lamy, resolveu sucumbir ao pedido do colega e desbloquear 4,7 milhões de euros até o final deste ano.

 

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