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França/Partidos

Guerra pelo controle do partido de Sarkozy pode parar na justiça

Jean-François Copé(à esq.) e François Fillon disputaram a presidência da UMP no domingo, mas a eleição com os afiliados do partido foi marcada por suspeitas de fraudes com cédulas falsas.
Jean-François Copé(à esq.) e François Fillon disputaram a presidência da UMP no domingo, mas a eleição com os afiliados do partido foi marcada por suspeitas de fraudes com cédulas falsas. Reuters
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A família política de Nicolas Sarkozy continua em guerra. A disputa pelo controle do partido UMP não chegou ao fim como os militantes imaginavam. Ontem, o ex-primeiro-ministro François Fillon voltou a contestar a vitória de seu rival, Jean-François Copé. Segundo Fillon, votos de três seções eleitorais de territórios ultramarinos foram ignorados e dariam a ele a vitória nas eleições para a presidência do partido por uma diferença de 26 votos.

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Vinte e quatro horas depois do final da votação, tarde da noite de segunda-feira, a comissão que organizou a eleição no maior partido francês de dierita proclamou a vitória de Copé por 98 votos de vantagem sobre o rival Fillon. O ex-primeiro-ministro aceitou a derrota, mas só por algumas horas. Ontem, em nova reviravolta, Fillon afirmou que vai contestar o resultado na justiça após ter descoberto que votos de três seções eleitorais de territórios ultramarinos foram ignorados na apuração.

Em entrevista ao canal de televisão TF1, na noite dessa quarta-feira, renunciou a assumir a presidência da UMP. Mas inconformado com o resultado, sugeriu que o cargo fosse interinamente exercido por Alain Juppé, figura histórica da direita e respeitada por todos no partido. Juppé, no entanto, recusou o convite.

Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira, Jean-François Copé, acusa Fillon de ser um mau perdedor e não aplicar lições de moral a ele mesmo. Copé também incrimina Fillon de fraudes, acusando partidários do ex-premiê de terem burlado as urnas em Nice, no sul do país. Copé diz estar pronto para responder a acusações na justiça se for o caso.

Analistas são unânimes em avaliar que a UMP, fundada há dez anos, perdeu a credibilidade perante simpatizantes e a opinião pública com essa guerra entre caciques. A maior legenda conservadora do país, que viveu dias gloriosos no parlamento durante o governo Sarkozy, sai desfigurada dessa batalha pelo controle da máquina partidária, deixando a cena política livre para o governo socialista do presidente François Hollande.

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