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França/Parlamento europeu

Hollande defende menos cortes no orçamento europeu

O presidente François Hollande fez um discurso no Parlamento europeu nesta terça-feira, 05 de fevereiro de 2013.
O presidente François Hollande fez um discurso no Parlamento europeu nesta terça-feira, 05 de fevereiro de 2013. REUTERS/Christian Hartmann (FRANCE - Tags: POLITICS)
Texto por: RFI
3 min

O presidente francês François Hollande fez hoje seu primeiro discurso no parlamento europeu e foi muito aplaudido. Ele defendeu mais solidariedade na Europa, na reta final das negociações para aprovação do orçamento de 2014-2020, no final da semana, em Bruxelas e uma maior integração europeia, em todos os setores. Hollande também fez um balanço da intervenção militar no Mali.

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Em seu primeiro discurso no Parlamento Europeu desde que assumiu o governo da França, em maio passado, o presidente François Hollande lamentou que os interesses nacionais estejam prevalecendo sobre os interesses comuns do bloco europeu. Em um discurso engajado, pontuado de indiretas aos líderes da Alemanha e da Grã-Bretanha, partidários da austeridade, Hollande defendeu uma gestão mais equilibrada entre os países ricos e os menos competitivos do bloco.

A dois dias da aprovação do orçamento da União Europeia para 2014-2020, quinta e sexta-feira, em Bruxelas, o socialista afirmou que é possível fazer economias no orçamento europeu, sem enfraquecer o bloco. Ele alertou para o risco de cortes drásticos matarem na raiz áreas de investimento indispensáveis no futuro, como energia limpa.

Na visão do socialista, os países europeus com superávit comercial devem estimular o consumo em seus mercados domésticos para ajudar o bloco a superar a crise econômica. François Hollande também afirmou que a Europa não pode deixar sua moeda sujeita às oscilações irracionais dos mercados.

Intervenção no Mali

O presidente francês pediu que a Europa participe do desenvolvimento do oeste da África, após o fim da intervenção francesa no Mali. Para ele, a prioridade na região é a luta contra o tráfico de drogas que alimenta o terrorismo no oeste africano.

Hollande aproveitou o discurso no Parlamento europeu para justificar mais uma vez a intervenção francesa no Mali. ”Era nossa responsabilidade. A França podia ajudar imediatamente o presidente malinês a impedir a ofensiva dos radicais islâmicos e nós agimos em nome da Europa e da comunidade internacional”, disse.

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