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Casamento gay/França

Movimento contra o casamento gay deve lançar candidatos a eleições na França

Manifestação anti-casamento gay em Paris, 21 de abril de 2013
Manifestação anti-casamento gay em Paris, 21 de abril de 2013 REUTERS/Jacky Naegelen
Texto por: Cíntia Cardoso
2 min

Nesta terça-feira, o projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo deverá ser adotado pelo Parlamento. Para os opositores do casamento gay, porém, a pressão sobre o governo vai continuar. O grupo “Manif pour tous” (manifestação para todos, em português) promete uma nova passeata para o dia 26 de maio e deve lançar candidatos às eleições municipais francesas em 2014.  

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Ontem 45 mil pessoas, segundo a polícia, e 270 mil, segundo os manifestantes, foram às ruas de Paris em mais uma passeata contra o projeto de lei que autoriza o casamento entre homossexuais, abrindo caminho para adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Conhecido como lei Taubira, sobrenome da ministra da Justiça que defende o projeto, o texto deverá ser aprovado no Parlamento francês amanhã.

A adoção da lei, porém, não tira o fervor dos seus opositores. Axelle Latourrette, manifestante e voluntária da “Manif pour tous” afirmou em entrevista à RFI que os militantes estão “confiantes” e "mobilizados" para continuar a protestar. “Mesmo com a aprovação da lei, vamos fazer uma grande manifestação nacional no dia 26 de maio. Nosso movimento está crescendo e vai continuar a crescer. Esperamos que o presidente François Hollande vete a lei”, declarou Latourrette.

Na avaliação da ativista católica, a próxima passeata deverá trazer não apenas protestos contra o casamento entre homossexuais , mas, também, críticas a outros temas polêmicos da agenda do governo como a eutanásia. “Nós construímos um movimento pacífico para mostrar à nação francesa que existem valores naturais muito importantes que devem ser respeitados”, disse a militante.

Pretensões eleitorais

A pressão dos manifestantes não deve parar na rua. Porta-bandeira do movimento, a comediante Frigide Barjot declarou que o grupo pretende apresentar candidatos às eleições municipais na França em 2014. Apesar da proximidade com partidos de direita como o UMP, do ex-presidente Nicolas Sarkozy, o movimento pode lançar uma candidatura independente. Em entrevista ao jornal Corse Matin, Barjot disse que a lista de candidatos “será uma surpresa”.

Essa guinada política da “Manif pour tous” não agrada ao Front National, partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen. À televisão France 2, disse que o movimento, « originalmente apartidário » se tornou um palanque para o UMP. Por esse motivo, um dos novos rostos do Front National, Marion Maréchal-Le Pen, que deveria integrar os protestos de ontem, decidiu não comparecer.

 

 

 

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