Terrorismo

Braço da al-Qaeda ameaça França em vídeo postado na internet

Captura de tela do vídeo postado no Youtube nesta terça-feira, 7 de maio
Captura de tela do vídeo postado no Youtube nesta terça-feira, 7 de maio YouTube

Em um vídeo postado no YouTube nesta terça-feira, a al-Qaeda do Magreb Islâmico (Aqmi) pede que seus seguidores ataquem os interesses da França "em todas as regiões do mundo" e denunciem "a ocupação francesa de uma terra do Islã", em referência à operação Serval no Mali.

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O vídeo foi rapidamente retirado pela administração do site, mas numa captura de tela, é possível ver o logo da al-Andalus, braço de propaganda da organização, um homem de turbante e barba e as cores da bandeira francesa. O homem que aparece na tela é o chefe do conselho da Aqmi, Abu Obeida Yussef al-Annabi, que denuncia "a cruzada da França contra os muçulmanos". "Desde o primeiro dia de agressão (ao Mali)", diz a mensagem, "eles (franceses) viraram um alvo legítimo".

Esta não é a primeira vez que ameaças deste tipo são difundidas por grupos radicais. Antes mesmo do início da operação no Mali, o líder supremo da Al-Qaeda do Magreb Islâmico, o argelino Abdelmalek Droukdel, ameaçou a França e o presidente François Hollande em um vídeo. Pouco depois do início da operação Serval, uma dissidência da al-Qaeda (o Movimento pela Unidade da Jihad na África Ocidental, MUJAO) prometeu "atacar o coração da França em nome de Alá".

Perigo latente
As autoridades francesas já esperavam pela ameaça e por isso, já haviam reforçado as medidas de segurança nos países do norte da África. Mas essa série de alertas sucessivos, no momento em que a França retira suas forças do Mali, devem ser levadas a sério, declarou o presidente François Hollande. De acordo com ele, isso mostra que é preciso sustentar a intervenção no Mali por todo o tempo necessário e manter intensa vigilância ao redor dos países onde a Aqmi atua.

Em fevereiro, o ministro francês do interior, Manuel Valls, havia dito que este tipo de publicação não significa uma ameaça "direta" de atentado, mas de uma ameaça "surda". A França está na mira de grupos radicais depois de vários anos, principalmente por causa de proibição da burca no país e de sua particiapação na invasão do Afeganistão.

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