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França entra em recessão e Hollande vai a Bruxelas explicar reformas

François Hollande explica hoje à Comissão Europeia, em Bruxelas, as reformas adotadas por seu governo para reduzir o endividamento do país.
François Hollande explica hoje à Comissão Europeia, em Bruxelas, as reformas adotadas por seu governo para reduzir o endividamento do país. REUTERS/Gonzalo Fuentes

A economia europeia não dá sinais de recuperação neste início do ano. Números divulgados na quarta-feira (15) em vários países mostram que a recessão se expande pelo continente. A França é o mais novo país a registrar crescimento negativo por vários meses seguidos, e terá mais dois anos para fazer ajustes na economia e reduzir o déficit público.

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O presidente francês, François Hollande, está hoje em Bruxelas e deverá explicar à Comissão Europeia as reformas que o governo adotou para conter seu déficit público. Após quatro anos de fraca atividade econômica, a França entrou novamente em recessão ao registrar dois trimestres consecutivos de retração do PIB.

A economia francesa recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2013, depois de já ter sofrido retração de 0,3% no último trimestre do ano passado. O Ministério da Economia francês continua apostando num crescimento anual positivo de 0,1%, mas esta projeção é considerada muito otimista pelo Instituto Nacional de Estudos Estatísticos (Insee), que divulga o índice oficial. O Insee já prevê um crescimento negativo de 0,3% para a França em 2013.

Diante dessa conjuntura negativa, a Comissão Europeia reafirmou que dará ao governo de François Hollande mais dois anos para reduzir o déficit do país a 3% do PIB, até 2015. Um prazo maior conquistado com muita resistência da Alemanha. O governo de Angela Merkel pressiona a França a acelerar o ritmo das reformas estruturais, com novos cortes nos gastos públicos, já que o país praticamente esgotou sua capacidade de aumentar os impostos.

Crescimento recua em vários países

A situação econômica continua frágil em toda a Europa. A Itália, terceira economia do bloco, registra o sétimo trimestre consecutivo de contração do PIB, com um recuo de 0,5%, de acordo com estimativas provisórias. A Áustria estagnou no primeiro trimestre. A Holanda segue em recessão. Na Finlândia, o PIB recuou 0,1%, enquanto na Alemanha, segundo os primeiros cálculos, o PIB cresceu apenas 0,1% de janeiro a março. As autoridades alemãs dizem que o inverno excepcionalmente frio e prolongado prejudicou a economia do país.

 

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