França/Terrorismo

Polícia tem “pistas sólidas” de agressor de militar francês

Investigação policial na estação de trem de La Defense, local em que um militar francês foi atacado no sábado, 25 de maio.
Investigação policial na estação de trem de La Defense, local em que um militar francês foi atacado no sábado, 25 de maio. © AFP/François Guillot

A investigação sobre um militar que foi esfaqueado no pescoço no último sábado em La Défense, distrito financeiro de Paris, conseguiu identificar um suspeito, segundo o jornal Le Parisien. A vítima, Cédric Cordiez, teve alta nesta segunda-feira.

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Segundo os primeiros elementos da investigação policial, o agressor teria entre 25 e 35 anos. As imagens do circuito interno de vídeo mostram um homem trajando vestes pretas e um chapéu. Antes de esfaquear o militar, que participava de uma patrulha mista de três homens do Exército e da Polícia, ele teria feito uma oração. Após o ataque, ele desapareceu na multidão.

A polícia encontrou próximo do local do crime uma saco plástico com garrafa, uma faca e outros objetos. Na manhã desta segunda-feira, o ministro do Interior, Manuel Valls, disse que a política já possui “pistas sólidas”.

A vítima, Cédric Cordiez, sofreu um ferimento na nuca e terá que ficar em repouso por 10 dias, mas recebeu alta do hospital nesta manhã. Em um comunicado conjunto, Jean-Yves Le Drian e Manuel Valls condenaram de imediato "com a maior firmeza" essa "agressão covarde". "Há elementos, como a violência repentina do ataque, que pode levar a pensar que pode haver uma forma de comparar com o ocorrido em Londres", avaliou o ministro do Interior na televisão pública France 2, que não descartou a hipótese de um ataque terrorista.

A agressão ao militar francês ocorreu três dias após um ataque de um soldado britânico em Londres por dois radicais islâmicos. O militar também foi agredido com uma faca, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. No começo deste mês, um ataque semelhante aconteceu em Roussillon, ao sul da França. Um policial também foi esfaqueado no pescoço. O agressor gritou: « Alá é grande » na hora do ataque.
 

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