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França/Tabagismo

Cigarro eletrônico pode ser proibido em espaços públicos na França

Cigarro eletrônico
Cigarro eletrônico Wikipédia
3 min

Um relatório divulgado nesta terça-feira, em Paris, aprova o uso do cigarro eletrônico na França mas propõe uma série de regras para a venda do produto no país. Elaborado pela Agência de prevenção do tabagismo, o documento sugere a proibição do uso desses cigarros em locais públicos, a venda somente em lojas autorizadas e a proibição para menores de idade.  

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Um grupo de especialistas franceses deu sinal verde para o consumo do cigarro eletrônico no país, mas recomenda uma série de medidas preventivas, principalmente para evitar que o produto seja um estímulo para o consumo de tabaco entre os jovens. As observações fazem parte de um relatório apresentado nesta terça-feira em Paris e elaborado a partir de um estudo sobre o assunto feito a pedido do governo francês.

O relatório, publicado no site da Agência francesa de prevenção ao tabagismo (OFT, na sigla, em francês), traz 28 recomendações “provisórias” enquanto são aguardados ainda novos resultados científicos sobre o consumo do cigarro eletrônico.

Segundo o responsável pelo relatório, o pneumologista e presidente da Agência, Bertrand Dauzenberg , a falta de novos dados científicos, que podem ser divulgados num prazo de 1 a 5 anos, não deveria impedir os especialistas de darem um opinião e fazer recomendações ao governo.

Orientados pela Direção Geral da Saúde a avaliar o consumo do cigarro eletrônico, os especialistas recomendam não proibir, mas sim, criar regras para o produto, seu uso e distribuição.

Entre as principais recomendações previstas no documento estão a proibição de venda do cigarro eletrônico para menores de idade assim como seu uso em lugares públicos onde fumar é proibido por lei.

Os especialistas explicam que nos lugares onde há proibição para o fumo, o cigarro eletrônico “poderia incitar à fumar” porque visualmente é impossível fazer a diferença entre o aparelho que contém nicotina do outro que não tem.

Inventado na China em 2005, os cigarros eletrônicos simulam um cigarro normal. O aparelho apresenta na sua extremidade um diodo simulando visualmente a combustão e contém um cartucho cujo líquido esquenta com a resistência. O fumante aspira a fumaça através do cartucho que pode conter aromas e até nicotina.

Um nebulizador transforma o líquido em fumaça, mas ela não tem cheiro. O cartucho pode ser recarregado. Especialistas questionam a eficácia do produto para um fumante deixar o vício.

Segundo os fabricantes, o produto seria utilizado por cerca de 500 mil pessoas na França. Mas para a equipe do Dr. Dautzenberg, o número de consumidores pode passar de 1 milhão e o faturamento com o cigarro eletrônico pode chegar a 100 milhões de euros. O valor é equivalente ao mercado de produtos que estimulam os tabagistas a parar de fumar.

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