França/Desemprego

Desemprego cai na França pela primeira vez desde 2011

O presidente francês François Hollande e o ministro do Trabalho, Michel Sapin (d), durante anúcia da queda do desemprego no país.
O presidente francês François Hollande e o ministro do Trabalho, Michel Sapin (d), durante anúcia da queda do desemprego no país. REUTERS/Etienne Laurent/Pool

Pela primeira vez desde abril de 2011, o desemprego registrou uma queda na França. Segundo as estatísticas divulgadas nessa quinta-feira, 28 de novembro, o país contava com 20.500 desempregados a menos no final de outubro, o que representa uma queda de 0,6%. Os jovens são os principais beneficiados. Apesar do ceticismo da oposição, que minimiza os resultados, o presidente François Hollande afirma que esses índices podem ser vistos como o início de uma inversão na curva do desemprego na país.

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“A batalha pelo emprego pode ser vencida”, disse o presidente francês François Hollande logo após a divulgação das estatísticas. Acompanhado do ministro do trabalho, Michel Sapin, o chefe de Estado festejou os resultados, mas declarou que os esforços devem ser mantidos. “Não esqueci que mais de 3 milhões de pessoas continuam inscritas no Pôle emploi”, disse o presidente, fazendo referência ao organismo francês que registra todos os desempregados do país.

Os principais beneficiados dessas últimas estatísticas foram os jovens, que viram seu índice de desemprego cair pelo sexto mês consecutivo. Mesmo assim, eles ainda representam a categoria mais atingida do país. Atualmente, quase um quarto dos menores de 25 anos de idade não tem trabalho na França.

No entanto, na opinião da oposição, essa boa notícia deve ser vista com cautela. François Copé, presidente do partido UMP, lembra que essa queda do desemprego se deve em partes ao fato de muitos terem deixado a estatística graças a postos criados com a dispositivos de ajuda do governo, ou seja, com dinheiro público que paga parte dos salários, “o que atesta um mercado do trabalho cada vez mais precário”, ressalta.

Além disso, essa queda no desemprego diz respeito apenas às pessoas que não desenvolveram nenhuma atividade profissional durante o período estudado. Em outras palavras, se forem levados em consideração aqueles que trabalham em meio período, em funções muitas vezes precárias, o número total de desempregados aumentou em 0,8%, batendo um novo recorde, com 4,88 milhões de pessoas sem emprego na França metropolitana, sem contabilizar os territórios e departamentos ultramarinos.
 

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