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França/miss infantil

Em meio à polêmica, França organiza concurso de Mini Miss

Foto de divulgação para o concurso de Mini Miss França que acontece neste sábado.
Foto de divulgação para o concurso de Mini Miss França que acontece neste sábado. www.missprincesse.fr
3 min

Cerca de 40 meninas, com idades de 5 a 11 anos, vão participar neste sábado em Paris de um concurso Mini Miss França, evento que o governo quer proibir a fim de combater a “hipersexualização” e exploração das crianças para fins comerciais.

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A ameaça de uma proibição gerou protestos dos pais das mini candidatas, principalmente no norte do país. O caso chegou até a imprensa e as redes sociais nos Estados Unidos, onde esse gênero de evento é bastante popular: cerca de 250 mil pequenas americanas participam a cada ano de cerca de cinco mil concursos.

Na terça-feira, a ministra dos Direitos das Mulheres, Najat Vallaud-Belkacem, anunciou ser favorável a uma proibição desse tipo de competição para crianças menores de 13 anos e a um sistema de “autorização” para as adolescentes entre 13 e 18 anos.

O Senado francês votou em setembro uma emenda prevendo proibir a participação dos menores de 16 anos e punir os contraventores a dois anos de prisão e a 30 mil euros de multa. “Não vamos deixar que nossas filhas acreditem desde cedo que a aparência é o mais importante, não podemos deixar que o interesse comercial seja mais importante que o interesse social”, disse a senadora centrista Chantal Jouanno ao apresentar o texto.

O fundador do concurso mini Miss França, Michel Le Parmentier, assegurou à Agência France Presse ser favorável a uma “regulamentação”. Ele denuncia a comparação com o fenômeno americano e a hipocrisia, uma vez que manequins de 12 e 13 anos são autorizadas a desfilar para grandes costureiros e a serem fotografadas para vender produtos para adultos.

Ele lembra que nos EUA, as meninas são totalmente transformadas em adultos com maquiagem, salto alto e roupas sexy, além de ganhar muito dinheiro. Na França, ele afirma que as crianças não são pagas, apenas desfilam com roupas de princesa, sem maquiagem. “É um jogo que as diverte e as estimula”, diz Le Parmentier.
 

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