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França/Grupo Estado Islâmico

Grupo jihadista anuncia decapitação de refém francês

Hervé Gourdel aparece em vídeo entre dois jihadistas após o rapto.
Hervé Gourdel aparece em vídeo entre dois jihadistas após o rapto. @AFP
Texto por: RFI
2 min

Uma organização ligada ao grupo Estado Islâmico afirma ter decapitado Hervé Gourdel, um francês raptado desde domingo na Argélia. Os extremistas haviam ameaçado matar o refém caso a França não interrompesse sua ofensiva militar contra os jihadistas no Iraque. O presidente François Hollande confirmou o assassinato e disse que vai continuar a combater o terrorismo. 

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Os jihadistas do Jund al-Khilafa, movimento argelino que afirma ser ligado ao grupo Estado Islâmico, anunciaram a morte do refém por meio de um vídeo divulgado na internet. Nas imagens, Gourdel aparece ajoelhado e cercado por quatro homens armados e encapuzados.

O vídeo mostra o francês deixando uma mensagem de adeus para sua família e, em seguida, um dos homens lendo um texto no qual denuncia as “cruzadas criminosas francesas contra os muçulmanos da Argélia, Mali e Iraque”. O terrorista diz que o prazo dado à França para cessar sua “campanha contra o (grupo) Estado Islâmico” chegou ao fim e que decidiram matar o refém para “vingar as vítimas da Argélia e em apoio ao califado” no Iraque e na Síria.

O presidente francês François Hollande confirmou a morte de Gourdel, “assassinado covardemente e cruelmente”. Mas o chefe de Estado disse que o ato terrorista reforça sua determinação em continuar as operações militares no Iraque. Uma reunião do Conselho de Defesa já foi marcada para quinta-feira no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

"Não cederemos à chantagem"

Desde o rapto, Paris tem recusado negociar com os jihadistas. “Não cederemos à nenhuma chantagem, nenhuma pressão e nenhum ultimato, por mais odioso e abjeto que seja”, disse o chefe de Estado, antes do anúncio da morte do refém. 

A forma de apresentar a decapitação do francês reproduz os métodos usados pelo grupo Estado Islâmico no assassinato de James Foley e Steven Sotloff, dois jornalistas norte-americanos raptados na Síria, e do trabalhador voluntário britânico David Haines.

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