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França/Beaujolais nouveau

França celebra o Beaujolais Nouveau nesta quinta-feira

O cartaz do Beaujolais Nouveau 2014 foi criado pelo designer Skwak, que produziu peças para Google e McDonald's
O cartaz do Beaujolais Nouveau 2014 foi criado pelo designer Skwak, que produziu peças para Google e McDonald's DR
Texto por: RFI
2 min

Terceira quinta-feira de novembro é dia da chegada do Beaujolais Nouveau, não só na França, mas já em vários lugares do mundo. A tradição foi criada em 1967 pelo negociante de vinhos George Duboeuf para impulsionar um vinho considerado demasiado novo, pouco apurado, excessivamente frutado e, não raro, de baixa qualidade. Além disso, a festa, em que a bebida é distribuída de graça, costuma dar prejuízo aos produtores.

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Vale a pena? A resposta, quase unânime entre os produtores deste tipo de vinho, é "sim". Além da festa ter virado evento incontornável do calendário francês, ela agrega um valor à produção, que se reflete nas exportações. Enquanto, para grande parte dos franceses, a farra vale mais do que o vinho, no Japão, por exemplo, o Beaujolais é uma iguaria. Uma garrafa que pode ser comprada nas caves parisienses por 3 euros chega a 45 euros nas prateleiras de Tóquio.

Festa internacional

Por isso, alguns produtores de Beaujeu (região do centro da França que produz o vinho), quebraram a regra e abriram suas primeiras garrafas antes da hora. Claire Chasselay, entrevistada pela agência France Presse, festejou o Beaujolais Nouveau com seus clientes japoneses pelo Skype, oito horas antes dos franceses experimentarem a produção do ano. "Eles nos conheceram graças ao Beaujolais Nouveau. E, agora, compram toda nossa gama de produtos ao longo do ano", explica.

No ano passado, o Japão importou 59.183 hectolitros (7,9 milhões de garrafas), muito à frente do segundo maior comprador internacional, os Estados Unidos, que levaram 1,8 milhão de garrafas. Quem completa o pódium são os alemães, com 730 mil garrafas. Atualmente, 40% da produção de Beaujolais é destinada à exportação.

"Qual o gosto?"

Se os viticultores se animam ao falar das vendas para o exterior, o sorriso desaparece assim que a mais clichê de todas as perguntas é colocada: "que gosto tem o Beaujolais desse ano?" A resposta mais comum é: "Existem mais de 2 mil pequenos produtores, cada um com seu vinho diferente".

Ou seja, com tamanha oferta, há bons e maus vinhos. Os maus Beaujolais são tradicionalmente reconhecíveis pelo gosto excessivamente frutado, uma acidez acima do desejado e, principalmente, pelo aroma artificial de banana. Embora admita que o gosto pode aparecer, a maior parte dos produtores garante que a banana é o efeito colateral de um fermento que costumava ser usado na fabricação do Beaujolais, mas foi aposentado.

De qualquer forma, a maioria das pessoas que vai à festa do Beaujolais Nouveau prefere curtir o clima, o friozinho de início de inverno, os queijos e as fanfarras, que sempre acompanham o vinho que sai às golfadas dos barris.
 

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