França

Pelo menos 11 pessoas morreram em atentado a jornal em Paris

Sede do jornal Charlie Hebdo
Sede do jornal Charlie Hebdo AFP PHOTO / PHILIPPE DUPEYRAT

Pelo menos 11 pessoas morreram, incluindo dois policiais e um jornalista, em um ataque nesta quarta-feira (7) à redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, no 11° distrito policial de Paris, perto da praça da Bastilha. Dois homens mascarados invadiram a sede do jornal às 11h30 no horário local (8h30 pelo horário de Brasília). Eles utilizaram metralhadoras AK-47. Quatro pessoas feridas estão entre a vida e morte. Charlie Hebdo ficou conhecido por ter publicado caricaturas de Maomé, que ofenderam os fiéis muçulmanos e provocaram uma série de ameaças.

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As autoridades francesas elevaram o nível de alerta terrorista na região parisiense. O presidente François Hollande e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, estão no local do atentado para prestar apoio e solidariedade.

Vincent Justin, um jornalista que trabalha no edifício, afirmou que os assassinos gritavam "vamos vingar o profeta". Um carro estava esperando para ajudar na fuga dos dois criminosos.

Incêndio em 2011

No início de novembro de 2011, dois dias antes do anúncio da publicação de uma edição batizada de "Charia Hebdo" com "Maomé como redator-chefe", a sede do jornal foi destruída por um incêndio. O local foi atacado durante a noite por um coquetel molotov. Não houve vítimas, mas o edifício ficou completamente destruído.

O site do jornal foi hackeado na época, com a publicação da imagem da grande mesquita de Meca e da frase "Alá é o único Deus" na home da página.

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