Sarkozy/Justiça

Sarkozy depõe na Justiça sobre irregularidades em contas de campanha

Nicolas Sarkozy no dia 16 março de 2015.
Nicolas Sarkozy no dia 16 março de 2015. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Três dias após a vitória de seu partido UMP nas eleições departamentais francesas, o ex-presidente Nicolas Sarkozy volta a ter que dar esclarecimentos à Justiça. Ele presta depoimento na manhã desta quarta-feira (1) aos juízes do polo financeiro do Tribunal de Grande Instância de Paris sobre irregularidades nas contas de sua campanha presidencial de 2012.

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Nicolas Sarkozy perdeu a eleição presidencial de 2012 e ainda teve suas contas da campanha rejeitadas pelo Conselho Constitucional por terem extrapolado os limites de gastos fixados por lei. A decisão impediu que o partido recebesse um reembolso de 10 milhões de euros de financiamento oficial do Estado. Além disso, o Conselho mandou que o candidato Sarkozy restituísse um avanço de € 153 mil euros e pagasse uma multa de mais de € 360 mil euros.

Para honrar os compromissos, Sarkozy fez um apelo a doações dos militantes e foi o partido dele, UMP, que pagou as multas. Segundo a lei eleitoral, a penalidade deveria ter sido paga pelo próprio candidato. O caso levou o ex-presidente do partido, Jean-François Copé, a ser indiciado no começo de fevereiro por abuso de confiança. Em dezembro, a ex-tesoureira da UMP também foi indiciada pelo mesmo crime.

Os juízes franceses podem indiciar o ex-presidente, que voltou a dirigir o UMP em dezembro, ou podem considerá-lo uma testemunha chave neste caso. Desde que deixou a presidência francesa em 2012, Sarkozy foi envolvido em vários escândalos judiciais que podem ser obstáculos em seu plano de voltar ao Palácio do Eliseu.

Caixa 2

Paralelamente, três responsáveis pela campanha estão sob custódia da polícia francesa desde a manhã desta quarta-feira. Eles estão envolvidos no escândalo conhecido como Bygmalion, nome de uma empresa de comunicação suspeita de comandar um esquema de notas frias durante a campanha para a reeleição de Sarkozy, também para impedir os gastos excessivos.

O ex-diretor de campanha, Guillaume Lambert, o ex-tesoureiro, Philippe Briand, e o advogado do partido, Philippe Blanchetier, prestam depoimentos no Escritório anticorrupção da polícia judiciária de Nanterre, na região parisiense.
 

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